O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 14/09/2022

A Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou um manual de instruções no qual assegura o tempo limite que crianças podem ficar em frente às telas de aparelhos eletrônicos, como forma de prevenção aos que possuem esses dispositivos. No entanto, esta regalia não tem repercutido com destaque na prática quando se trata do impacto da exposição excessiva ao uso de telas, impossibilitando, dessa forma, o desenvolvimento da psicomotrocidade durante a infância. Diante dessa análise, faz-se imprescindível a observação dos fatores que contribuem para esse cenário.

Perante o exposto, é necessário enfatizar o distanciamento de medidas governamentais para deliberar a respeito da falta de atividades físicas esportivas nas escolas. Desse modo, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), orientou uma campanha “Menos Tela e Mais Saúde”, no sentido de promover a saúde e o bem-estar de crianças e adolescentes em contato direto com a tecnologia digital. Assim, reduzir o índice de sedentarismo e, por conseguinte, o risco de obesidade infantil devido ao alto consumo de alimentos enquanto estão envolvidas com a televisão, o que pode também desencadear um possível trantorno compulsório alimentar.

Nessa conjutura, é importante apontar a chegada da Pandemia como impulsionadora do isolamento social e, consequentemente do consumo desmoderado da internet. Dentro disso, casos de transtornos mentais infantis e dificuldade para desenvolver habilidades motoras. Assim, vale ressaltar o Documentário da Netflix “Dilema das Redes” que traz uma pespectiva sobre o consumo exagerado de telas. À vista disso, mostra como os donos dessas empresas da tecnologia detêm o controle a cerca da maneira de pensar, agir e viver das pessoas, o que infelizmente é evidente no quadro atual.

Conclui-se, portanto, a urgência em debater sobre essas questões. Para isso, faz-se fulcral que o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, ao longo de proteger essas crianças, fomente campanhas de incentivo ao esporte, viabilize espaços ao ar livre, para lazer, leituras e brincadeiras, com a finalidade de restituir hábitos saudáveis. Logo, se consolidará uma sociedade mais feliz, onde o Estado desempenha corretamente seu papel como incentivador do bem-estar.