O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 08/09/2022
O advento da internet possibilitou um avanço das formas de comunicação e permitiu um maior acesso à informação. Contudo, a exposição excessiva das telas contribui com vários problemas. Apesar dos esforços para coibir essa prática, o combate a estimulação das ainda é um grande desafio. Nesse sentido, a negligência por parte do governo e a falta de interação familiar são os principais responsáveis pelo quadro.
A princípio, é válido ressaltar a ausência de medidas governamentais relacionadas ao lazer a faixa etária infanto juvenil. Segundo o filósofo iluminista Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem estar estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação do estado, o lazer tornou-se algo utópico para muitas crianças o que levou a um quadro de exagero no uso dos celulares. De acordo o CIT (centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), em 2019, 89% da população entre 9 e 17 anos era usuária de Internet.
Outrossim, a ausência de interação familiar também pode ser apontado como responsável pelo problema. Com a chegada da pandemia pelo covid 19, inúmeras crianças precisaram ficar isoladas e como meio de apaziguar a situação a solução que os pais encontaram enquanto estavam ocupados foi a permissão excessiva das telas, entretanto, segundo a pediatra da FIOCRUZ (Fundação Oswald Cruz), essa exposição desmedida prejudica em vários âmbitos do crescimento infantil, como problemas com coordenação motora, obesidade, deficiência cognitiva. Dessa forma, a inserção do papel educacional dos pais são imprescíveis para o bem estar das crianças.
Infere-se, portanto, que assegurar a qualidade de vida dessa faixa etária é um grande desafio no Brasil. Sendo assim, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, deve ampliar a construção de parques gratuitos, a fim de instigar a redução de aparelhos eletrônicos e proporcionar lazer. Além disso, é preciso que o Ministério da Educação, adote metodologias que proporcione o desenvolvimento de habilidades sociais desses jovens, por meio de oficinas transversais para que assim possa haver maior inserção de interação entre eles.