O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 11/06/2022
O livro “Cidadão de Papel” de Gilberto Dimenstein, diz que a Constituição Federal somente ocorre no papel, percebe-se isso no artigo 5º da Carta Magna, na qual apresenta que todos possuem direito à igualdade, porém isso não ocorre realmente quando se fala sobre pessoas com alguma infecção sexualmente transmissível. De maneira análoga, possui o estigma associado ao HIV na sociedade atual. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o preconceito a essas pessoas e déficit de conhecimento sobre essas infecções
Primeiramente, é notório a grande quantidade de discriminações a todos as pessoas que possuem essas ISTs. Sob essa ótica, na série espanhola “Elite”, mostra uma jovem que possui HIV e seus colegas de escola descobrem, nisso muitos deles zombam dessa menina, e isso faz com que ela fique muito arrasada por esses acontecimentos. Não muito longe da realidade, isso também acontece com muitos brasileiros, alguns perdem os empregos, não conseguem ter uma relação de trabalho por esse preconceito que os outros possuem. Logo, indiscutivelmente, faltam medidas efetivas pelas autoridades competentes para resolver esse problema
Além disso, evidencia-se a escassez de informações sobre essas ISTs. Desse modo, segundo o portal de notícias G1, mais de 40% dos cidadãos não sabem como essas infecções são transmitidas e que há maneiras de ser controlada, isso quer dizer que uma grande quantidade de brasileiros que não possuem nenhum conhecimento sobre esse assunto tão importante para a sociedade atual. Dessa forma, é inaceitável que obstáculos continuem a existir na sociedade, tendo em vista que esse preconceito é um dos motivos para o desequilíbrio social.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir a discriminação. Para isso, a mídia deve criar um projeto que vise informar a população sobre essas infecções. Isso deve ocorrer por meio de propagandas televisivas e de reportagens,com a participação de profissionais competentes e membros da comunidade, a fim de garantir os direitos dos indivíduos prejudicados e mobilizar a população. Somente assim, o Brasil poderá, de fato, mudar o seu destino positivamente.