O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 09/06/2022

No ano de 2019 foi realizada uma pesquisa da ONG Gestos em parceria com a UNAIDS, onde foram entrevistadas pessoas com o vírus HIV, nessa pesquisa foi constatado que 64,1% dos entrevistados já sofreram com o preconceito e a discriminação. De maneira análoga a isso, é necessário o vencimento de esteriótipos relacionados ao HIV. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: O preconceito sofrido pela comunidade lgbtqia+ e a desinformação em relação ao vírus.

Nessa análise, evidencia-se como a vida da comunidade lgbtqia+ é afetada por estigmas da sociedade com o HIV, presentes desde a década de 80. Sob essa óptica, foi realizada a Parada Gay de São Paulo em 2021 que contou com a discussão pautada no preconceito sofrido pela comunidade lgbtqia+ e lgbtqia+ soropositiva. Nesse contexto, devido ao preconceito, muitas pessoas lgbtqia+ são marginalizadas, o que ,consequentemente, as afastam do acesso à itens de preservação e as fazem contrair o vírus mais que pessoas de fora da comunidade.

Além disso, é notório a desinformação à cerca do vírus. Referente a isso, um episódio da série “Grey’s Anatomy” abordou o tema HIV ao retratar a época dos anos 80 quando um homem vai ao hospital com sintomas da doença Aids e ,por ser uma doença nova, os médicos o isolam em dúvida sobre como trata-lo. Consoante a isso, a realidade se difere da ficção pois, atualmente a Aids já é uma doença estudada, logo, se tem muitas informações sobre a transmissão e tratamento do HIV, não precisando excluir os soropositivos do seu convívio e os acolhendo, visto que pela desinformação essas pessoas são deixadas e abandonadas por seus amigos, familiares e parceiros.

Depreende-se ,portanto, a adoção de medidas que venham diminuir esses estigmas existentes nos círculos sociais. Dessa maneira, cabe aos pilares educacionais, famílias e escolas, promoverem discussões sobre o HIV de forma natural, empática e acolhedora com seus membros por meio de filmes, rodas de conversas e debates a fim de informar mais as outras pessoas sobre como realmente funciona o vírus e as formas de prevenção contra ele. Somente assim não ocorrerá o agravamento de soropositivos discriminados e excluídos.