O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 07/06/2022

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão do estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da lenta mudança na mentalidade social e falta de conhecimento.

A princípio, questões socioculturais caracterizam-se como um complexo dificultador. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar.

Sob essa lógica, é possível perceber que a questão do preconceito contra o vírus HIV é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante injusto, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de conhecimento. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre o vírus HIV, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para que isso ocorra, o MEC devem desenvolver palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e erradicar esse preconceito em relação ao assunto. Em suma, é preciso que se aja sobre o problema, pois, como defendeu Simone de Bevouir: “Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos”.