O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 07/06/2022
Com tantos avanços na medicina e com a possibilidade de preveni-lo e tratá-lo, o HIV continua sendo um grande problema de saúde pública, visto que, ainda há muitos tabus, preconceitos e estigma associados a ele no Brasil em virtude da falta de conhecimento sobre esta IST, que afeta diretamente na qualidade de vida e saúde emocional dos indivíduos soropositivos. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: a desistência e/ou a não adesão ao tratamento contra o HIV e as dificuldades enfrentadas por pessoas infectadas para conseguir emprego.
Em primeira análise, evidencia-se que a falta de acolhimento e sensibilidade por profissionais da saúde e de um atendimento adequado no tratamento dos soropositivos pode gerar neles desconforto, medo e culpa e levá-los à não adesão ou desistência do tratamento. Sob essa ótica, percebe-se o não cumprimento dos objetivos da Política Nacional de Humanização do Sistema ùnico de Saúde (SUS), que visam melhorar as relações entre pacientes e trabalhadores da saúde, priorizando o acolhimento, a ambiência e a subjetividade dos usuários, considerando seus sofrimentos para além da doença física (problemas emocionais, sociais e o contexto que vivem). Dessa forma, esta deficiência na assistência à esta população, sujeita os portadores do vírus em questão a problemas maiores como a aquisição da Aids e conflitos emocionais secundários.
Além disso, é notório que os indivíduos com HIV tem muitas dificuldades para conseguirem emprego, já que várias empresas e contratadores não os aceitam ou os demitem quando sabem de seu diagnóstico, por puro preconceito, dada tanta desinformação e desconhecimento da sociedade sobre o HIV. Como disse Voltaire, “preconceito é opinião sem conhecimento”. Consoante a isso, nota-se que tal difuldade afeta, também, no tratamento da doença, o qual requer cuidados especiais, como na alimentação.
Depreende-se, portanto a adoção de medidas que visem combater o estigma associado ao HIV no brasil. dessa maneira, cabe ao ministério da saúdee educação, realizar ações educativas aos profissionais da saúde e cidadãos, como palestras e congressos sobre como lidar com estas pessoas e inclui-las na sociedade e sobre comoconduzir seu tratamento de forma mais humanizada.