O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 06/06/2022

Na série da Netflix “House”, é retratado um cenário em que a personagem principal do episódio foi recém diagnosticada com o vírus HIV e está aprendendo a lidar com os diversos problemas físicos e principalmente sociais da doença. O capítulo transcende a ficção quando relacionado aos preconceitos vivenciados por mulheres que portam o vírus e ao descaso da sociedade aos problemas de pessoas portadoras do HIV.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que mulheres em sua maioria sofrem um preconceito maior por portar o vírus, já que a sociedade patriarcal atrela a portadora da doença a comportamentos mal vistos pela sociedade. Segundo o IBGE, mais de 60% dos portadores da doença que tiveram acesso a medicação necessaria conseguiram amenizar o HIV a cargas virais irrisórias. Ou seja, o principal problema após os diversos avanços da medicina se tornou suportar o preconceito de uma parcela ignorante da sociedade, já que ainda existe a cultura de que o portador do HIV é irresponsável, descuidado e muitos outros adjetivos negativos.

Ademais, é de extrema impôrtancia destacar que apesar do Dezembro Vermelho, campanha realizada no país inteiro em que um mês do ano é usado para divulgar os problemas sofridos por pessoas portadoras do HIV, não só do ponto de vista de uma IST, mas também pelo ponto de vista da individualidade pessoal, de nada adianta se a maioria da população tratar com descaso os preconceitos vivenciados por essas pessoas. Segundo Hegel, “As verdades configuram-se de acordo com suas épocas histórica”, ou seja, com a mudança e evolução do país e da sociedade, se espera uma melhor compreensão da sociedade aos seus problemas individuais e suas limitações como individuos portadores de tal doença. Assim, se inviabiliza uma evolução desse cenário.

Portanto, o Estado deve tomar providências para amenizar esse quadro. Para isso, urge que o governo em comum acordo com digitais influencers por meio de veículos midiaticos como Instagram e Facebook possam criar projetos em que essas pessoas possam ser ouvidas por toda sociedade. Somente assim, será possível a resolução do problema de forma gradativa em todo o país.