O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 07/06/2022

Bell Hooks define que ser oprimido significa não ter direitos a fazer escolhas. Nessa perspectiva, percebe-se a forte opressão na questão do estigma associado ao vírus do HIV no Brasil, visto que muitos pacientes soropositivos deixam de fazer o tratamento por se sentirem oprimidos. Com isso, nota-se a configuração de um complexo problema que se enraíza na influência da mentalidade social e no individualismo.

Dessa forma, em primeira análise, o pensamento coletivo é um desafio presente na questão. Durkheim afirma que a individualidade das pessoas é formada pela sociedade. Tal influência social é perceptível no preconceito ao HIV, já que a maioia dos portadores da doença não tem apoio familiar e se isolam, desenvolvendo depressão, por conta do preconceito das pessoas em seu convívio. Logo, é preciso rever o pensamento coletivo para dissolver o problema.

Além disso, cabe analisar a falta de empatia na situação. Saramago usou o conceito de “cegueira social” para criticar o comportamento egoísta da sociedade. Analogamente, a cegueira social presente no estigma à AIDS é uma realidade cruel, que, apesar da campanha “Dezembro Vermelho”, resulta em um coletivo problemático onde há desigualdade e constrangimento para pessoas soropositivas. Como, por exemplo, perder oportunidade de emprego por seu diagnóstico ou ser excluído de encontros ou atividades sociais. Assim, é preciso olhar para tal grupo e se colocar no lugar dele para resolver a questão.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema. Para isso, a mídia de massa deve criar um programa, por meio de entrevistas com especialistas no assunto, a fim de atualizar a mentalidade social sobre o estigma associado ao HIV. Tal ação pode, ainda, ser divulgada por grandes perfis no Instagram para atingir mais pessoas. Paralelamente é preciso intervir no individualismo presente na problemática. Então, a perspectiva de Bell Hooks poderá deixar de fazer sentido na realidade brasileira.