O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 12/06/2022

Segundo Jiddu Krishnamurti, filósofo indiano, " Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente". No contexto nacional atual, indivíduos com esse tipo de patologia, ainda sofrem com diversos estigmas. Nesse prisma, desta-cam-se dois aspectos relevantes: a falta de informações corretas sobre esse as-ssunto e a carência de representatividade desse grupo nas mídias.

Em primeira análise, evidencia-se que a carência de informações corretas sobre

este assunto é uma das principais causas da origem de preconceitos contra por-tadores de doenças sexualmente transmissíveis. Sob essa ótica, muitas pessoas que possuem este problema ainda são marginalizados pela sociedade e, até por familiares que na maioria das vezes, desconhecem a forma de propagação do vírus e o seu tratamento. Dessa forma, essa parcela do povo acaba, infelizmente sendo acometida de problemas psicológicos pela sua exclusão das interações socias.

Além disso, é notório afirmar que a falta de representatividade nos veículos mi-diáticos potencializa o preconceito contra esses indivíduos. Nesse sentido, a série de televisão da emissora HBO, “Euphoria”, mostra as dificuldades de conviver com Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), ilustrado pela protagonista Rue, que possui a doença. A série é um exemplo de representação desse grupo, nas artes, falando sobre a doença de uma forma responsável. Consoante a isso, ainda é pouca a representação desses cidadãos através da mídia, esse proceso agrava os esterió-tipos contra essas pessoas e afeta sua autoestima, pois eles não se sentem representados.

Depreede-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o estigma as-sociado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Dessa maneira, cabe a mídia - instru- mento de ampla abrangência - informar a sociedade a respeito dessas doenças e sobre como conviver com pessoas portadoras desta patologia e também, apre- sentar pessoas que possam representar este grupo, por meio de comerciais periódicos

nas redes socias e debates telesivos, a fim de formar cidadãos informados. Só assim, a sociedade se tornará despreconceituosa e saudável, o oposto do que Jiddu afirmava.