O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 11/06/2022

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade brasileira, uma vez que o vírus HIV e a AIDS são consideradas um “tabu” pela sociedade. Nesse Prisma destacam-se dois aspectos importantes: o preconceito presente na população e a desinformação do público.

Dessa forma, em primeira análise o preconceito presente na população é um desafio presente no problema. Sob essa ótica, de acordo com a Agência Brasil, cerca de 46,3% dos cidadãos já sofreram discriminação através de comentários sobre ser soropositivos(as) para o HIV. Assim, observa-se um silenciamento instaurado na questão do estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, visto que o preconceito e a discriminação em relação á doença ainda é muito presente na população, o que resulta em um constrangimento para o indivíduo.

Em paralelo, a desinformação do público é um entrave no que tange ao problema. Para Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida no estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, visto que, existe uma grande desinformação sobre a prevenção e tratamento, principalmente entre a população jovem.

Portanto, é imprescindível atuar sobre esse problema. Para isso, o poder público deve criar políticas públicas através de investimentos na doença do HIV, de modo a reverter a insuficiência Legislativa que impera. Tal ação pode, ainda, contar com pesquisas públicas para entender e priorizar as necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre o preconceito presente na população. Dessa forma, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, uma realidade mais próxima.