O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 11/06/2022
Durante a década de 80 e 90 morreram cerca de 115 mil pessoas por conta do vírus HIV, de maneira análoga a isso há o preconceito até os dias de hoje com as pessoas soro positivo. Nessa perspectiva essa discriminação presente acaba sendo uma barreira para o tratamento dos doentes. Além disso o HIV sempre foi ligado a grupos marginalizados pela sociedade. Fazendo com que quem o tenha sinta vergonha e não queiram procurar tratamento.
Em primeira análise, evidencia-se o estigma presente contra as pessoas portadoras do vírus HIV. Sob essa ótica, é possível observar que esse isolamento dessas pessoas ocorre quando segundo o Brasil de Fato 64% das pessoas que vivem com HIV já sofreram discriminação e esse julgamento não é apenas de pessoas desconhecidas, mas sim de familiares, profissionais da saúde, amigos e entre outros. Nessa perspectiva a carência de aprendizagem direcionada á diminuição de estigmas associados às doenças sexualmente transmissíveis intensifica o problema no corpo social.
Em segunda análise, é notório que esse preconceito vem do fato que o HIV era relacionado a pessoas que são marginalizadas pela sociedade; fazendo com que elas tenham vidas infelizes e com sofrimento. Desse modo o Diretor, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, Peter Piot disse “As suas experiências nos relembram que devemos trabalhar juntos, como comunidade de saúde global, permitindo que todos os jovens—qualquer que seja sua sorologia para o HIV—tenham vidas saudáveis, felizes e produtivas.” Com isso é perceptível que a discriminação contra pessoas que vivem com HIV afeta não só a saúde física do doente, mas também a saúde mental e a mesma acaba atrapalhando o tratamento, fazendo com que haja mais casos novos.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir o estigma da sociedade brasileira em relação aos portadores do vírus HIV. Dessa maneira, cabe ao ministério público, fazer a implementação de medidas para que haja o atendimento humanizado para esses pacientes, fazendo com que os profissionais da saúde sigam os protocolos de atendimento e deem apoio psicológico aos doentes, a fim de que haja o prolongamento dos tratamentos.