O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 09/06/2022

No filme Filadélfia, de 1993, o advogado Andrew Beckett descobre ser soropositivo para HIV, como consequência perde seu emprego por conta da discriminação. De maneira análoga a isso, o estigma acerca do vírus HIV na sociedade brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o constrangimento na busca de informações e a ausência de acolhimento aos infectados.

Nesse contexto, evidencia-se o constrangimento na busca de informações acerca do HIV. Sob essa ótica, mesmo após décadas do surgimento do vírus, considerar a possibilidade de ter HIV se tornou um tabu, e como consequências as formas de prevenção e os métodos de diagnóstico vão sendo desconhecidos pela população. Segundo uma pesquisa desenvolvida em março de 2020 pelo Instituto de Pesquisas A Arte da Marca, após o surgimento do autoteste que pode ser realizado com privacidade e rapidez, houve um aumento de mais de 50% na tendência de realizar testagem. Dessa forma, entende-se que o medo de sofrer discriminação é o principal empecilho na busca de tratamento médico.

Além disso, é notória a ausência de acolhimento aos infectados. Desse modo, com a falta de repercussão de campanhas, como o Dezembro Vermelho, e a descriminação sofrida por familiares, os soropositivos passam a serem excluídos da sociedade. Consoante a isso, através de uma recepção com extinção de preconceito, realizada por profissionais da saúde, mais pacientes se sentem motivados para realizar o tratamento, assim, será possível concretizar a frase do poeta Leonardo Albertini, “A Aids é uma doença que pode ser evitada. O preconceito, atitude que pode ser exterminada”.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o preconceito sobre HIV na sociedade brasileira. Dessa maneira, cabe ao Ministério da saúde juntamente com a Secretaria Especial de Comunicação, fazer uma campanha para obtenção de conhecimento e exposição da restrição que soropositivos estão sujeitos. A fim de que as pessoas possam se empatizar com os infectados. Somente assim, a exclusão de pessoas com HIV terá uma efetiva melhora e casos fundamentados no preconceito, semelhante ao sofrido por Andrew Beckett não se replicarão.