O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 05/06/2022
‘‘Peste gay já apavora São Paulo’’.Essa foi a manchete do jornal Notícias Populares do dia 12 de junho de 1983, um ano marcado pela explosão mundial do número de casos da Aids, doença causada pelo vírus da imunodeficiência humana, o HIV. De maneira análoga a isso, O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Nesse prisma, destaca-se dois aspectos importantes o grau de desinformação e o preconceito e a descriminção.
Em primeira análise, evidencia-se o grau de desinformação. Sob essa otica, de acordo com os dados da UNAIDS (Programa conjunto da ONU sobre HIV/AIDS), o nivel de desinformação dos jovens meninos entre 15 a 19 anos cresceu 50% na última década, dessa forma esses resultados nos mostram que, apesar de todas as informações acerca do HIV os casos de doenças tendem a aumentar entre os jovens, ou seja, parece que o conhecimento não consegue barrar o aumento da doença entre as pessoas que se dizem mais informadas.
Além disso, é notório que o preconceito e a discriminação desses jovens ainda é muito alta. Desse modo o combate desse preconceito que os portadores desse vírus, em especial portadores gays, travestis e prostitutas, sofrem na sociedade, por mais que já tenham provado que o HIV não é uma doença abominavel, ‘‘O HIV precisa ser tratado exatamente como outras doenças, e cá entre nós, com esperança, podemos erradicar o estigma e dar a estes jovens uma oportunidade de se levantar e dizer: eu sobrevivi. Eu quero me mobilizar e fazer a diferença.” Consoante a isso, não temos que olhar com desprezo e nem tratar mal os jovens portadores de HIV e sim ajuda-los a enfrentar isso.
Deprende-se, portanto, a adoação de medidas que venham amenizar o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira dessa maneira,cabe a comunidade religiosa com o seu grande poder de persuasão na sociedade, precisa fazer campanhas de combate o HIV, como oficinas e palestras para informar, tanto os fiéis quanto a comunidade local, dos perigos da doenças e as suas formas de prevenção.Para isso, as igrejas podem buscar apoio de ongs e da mídia para aumentar o alcance dos trabalhos de prevenção, atingindo todos os grupos sociais e, assim, contribuir para barrar, além da doença, o preconceito que ela carrega.