O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 05/06/2022
A Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que os indivíduos são iguais em dignidade e respeito. No entanto, observa-se que, no Brasil, essa dignidade não abrange todos, visto que as pessoas que possuem o vírus HIV são estigmatizadas pela sociedade. Nesse âmbito, é lícito destacar como causas do revés o silenciamento e a falta de empatia.
Diante desse cenário, a invisibilidade contribui para o problema. De acordo com a Teoria da ação comunicativa, de Hobermas, a linguagem é uma forma de ação. Entretanto, há uma lacuna dessa ação quanto ao preconceito ao vírus HIV, uma vez que o estigma sofrido por pessoas que convivem com essa patologia não é debatida amplamente em todas as áreas da sociedade, gerando a permanência dessa discriminação e , muitas vezes, uma influência negativa aos cidadãos que estão lutando contra o vírus - como desistir do tratamento devido às palavras de desmotivação. Assim, sem ação comunicativa, a problemática segue em inércia.
Outrossim, a ausência de empatia mostra-se um complexo dificultador. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a modernidade tem caráter imprevisível e a individualidade é colocada em primeiro plano. Sob essa lógica, tal pensamento encontra-se presente na sociedade brasileira a qual trata os cidadãos que sofrem com o HIV de maneira preconceituosa, não se importando com a condição mental do outro e culpando-o por apresentar essa doença, de modo a isolá-lo socialmente. Dessa forma, essa atitude apatica e individualista precisa passar por ressignificações.
Portanto, é necessário intervir sobre o quadro nefasto. Para isso, o Ministério da Saúde, juntamente com ONG`s de colaboração, deve publicar conteúdos relacionados ao cotidiano dos indivíduos que possuem HIV e os preconceitos que eles enfrentam, por meio de redes midiáticas de televisão e sociais, como o Instagram, a fim de diminuir o silenciamento sobre o estigma do HIV. Tal ação deve, ainda, abranger as escolas com palestras sobre empatia, para que as pessoas obtenham maior respeito aos seres humanos, independente da sua situação. Com essas medidas, espera-se a consolidação do elencado na Declaração Universal dos Direitos Humanos.