O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 05/06/2022

Na série televisiva “Sex education”, na segunda temporada há um suposto surto

de clamídia na escola, dedos são apontados a uma garota e ela é isolada sem com-preendimento de que a tal IST não é transmitida por via aérea. Fora da ficção, na perspectiva atual do Brasil, vários são os estigmas associado ao vírus do HIV. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a adesão insatisfatória ao trata-

mento e o peso do preconceito nos grupos historicamente marginalizados.

Em primeira análise, evidencia-se que apesar do país possuir uma série de trata-mentos e medicações para o HIV , o número de pessoas que não aceitam pelo pre-conceito na sociedade são alarmantes. Sob essa ótica, de acordo com os últimos da

dos da Agência Brasil, mais de 20% das pessoas já sofreram algum tipo de precon-

ceito por possuir o vírus, fato que se faz presente a muitos séculos na sociedade devido a falta de conhecimento e a grosseria por parte da população. Dessa forma, muitas pessoas colocam sua vida em risco por conta dessa realidade.

Além disso, é notório a intensificação dessas agressões nos grupos historicamen-

te marginalizados pela sociedade. Gays, bissexuais e pessoas trans são alvo dos mais diversos tipos de ataques constantemente. Desse modo, é necessáro abran-ger conceitos de empatia, sororidade e principalmente educação, pois é a única

forma de diminuir esse estigma. Consoante a isso, o renomado economista Sir Arthur lewis afirma que a educação nunca foi despesa, mas sim um investimento com retorno garantido. Sendo assim, é necessario que o governo reestruture e in-vista em educação sobre determinados temas nas escolas, tendo em vista que esse incentivo dimunuirá a falta de conhecimento nesse tipo de assunto.

Depreende-se portanto, a adoção de medidas que venham diminuir o estigma no

país. Dessa maneira, cabe ao Governo federal elaborar campanhas atráves do Mi-nistério da educação (MEC), por meio de acordos com as escolas das unidades fe-derativas, com o objetivo de agregar conhecimento entre os alunos, consequente-

mente reduzirá a falta de informação e o preconceito entre as pessoas. Somente

assim, situações como a da série “Sex education” deixarão de ser uma realidade.