O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 05/06/2022

O filme “Filadélfia” retrata a vida de um advogado que luta contra o preconceito e intolerância contra indivíduos portadores de AIDS. Fora das telas, é evidente que tal episódio apresentado no filme se assemelha as circunstâncias da realidade atual, o que torna o estigma associado ao vírus HIV mais opressor na sociedade brasileira. Sendo assim, fatores como o preconceito social, além da falta de informação, estimulam a propagação desse óbice.

Em primaira análise, vale-se ressaltar a discriminação presente no tecido civil como promotor desse viés no País. Para o célebre cientista Albert Einstein,“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Nesse sentido, é notório que tal problemática é oriunda dos antepassados, época em que no território brasileiro era bastante comum a prática de escravização, entretanto, nada justifica a continuidade desse legado maléfico na sociedade e, assim, discriminando indivíduos com o vírus HIV, o que torna-os com uma imagem “exótica” e excludente da população do País. Sob tal ótica, é crucial que essa intolerância diante das pessoas portadoras do vírus seja mitigada do território, para que assim alcance o progresso nacional.

Além disso, é fundamental apontar a ausência de conhecimento por parte da sociedade a respeito dessa temática. Segundo o Programa das Nações unidas sobre HIV, 35 milhões de pessoas morreram por causas relacionadas à AIDS desde o início da epidemia. Diante de tal exposto, percebe-se que o escasso acesso às informações quanto ao HIV prejudica o pensamento da população e causa sérias desavenças que podem levar o indivíduo portador dessa doença a desenvolver novas adversidades, o que torna esse cenário ainda mais preocupante em relação ao futuro desse vírus na sociedade. Logo, é inadmissível que esse panorama continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater tais obstáculos que impedem na resolução dessa intervenção. Para tanto, é imprescindível que o Governo Federal - reposável pelo bem-estar coletivo - promova a criação de políticas públicas relacionadas a temática - por meio de subsídios governamentais - objetivando em mitigar esse estigma enraizado no País com a disposição de informações e noções em relação ao vírus - com o fito de visar o pleno desenvolvimento comum. Quiçá, nessa via, tais dificuldades enfrentadas pela população portadora do HIV e pelo Advogado retratado no fime “Filadélfia”, não será mais um problema e, assim, o Brasil viverá em constante harmonia e vigor.