O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 05/06/2022
A série “Elite”, produzida pela Netflix, enfoca a vida de jovens de uma escola na Espanha e as demais situações de preconceito, dentre elas, a personagem Mariana, portadora do vírus HIV, a qual sofre preconceito por seus colegas. Fora da ficção, na sociedade brasileira, a discriminação também impera gerando consequências prejudicais. Nesse cenário, observa-se um delicado problema que tem como causas o silenciamento e o preconceito. Nesse sentido, em primeiro plano, a invisibilidade é um fator determinante na questão. Para Djamila Ribeiro, é preciso tirar uma questão da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um estigma instaurado na questão, visto que infelizmente os métodos para evitar o HIV são tabus na nossa sociedade, os adolescentes da nossa sociedade não sabe como evitar a doença por conta da falta de uma educação sexual nas escolas e uma conversa com seus familiares, além disso, uma pessoa portadora sente vergonha de falar sobre, gerando consequenciais como problemas psicológicos e a negação da doença, consequentemente a pessoa não procura ajuda e tratamento. Assim, urge acabar com esse tabu divulgando os métodos contraceptivos para evitar a contaminação e incentivando o diagnostico precoce e os tratamentos para o controle da doença. Em paralelo, o preconceito é entrave no que tange ao problema. Segundo Grada Kilomba, certos corpos e determinadas identidades são discriminadas. De fato, tal discriminação é verificada no estigma associado a portadores do vírus HIV, visto que uma pessoa portadora sofre com piadas, comentários preconceituosos até mesmo da família. O estigma exclui, maltrata, isola e até influência no tratamento do paciente, levando muitos a desistirem e se esconderem socialmente. Assim, urge acolher essas pessoas e debater sobre o estigma para acabar com o tabu. Portanto, é necessária uma intervenção. Para isso, o Ministério da Saúde deve promover “workshops” nas escolas, por meio de debates, aulas de educação sexual ensinando os métodos para o combate a propagação do vírus e fazendo testes para um diagnóstico precoce, incentivando os devidos tratamentos. A fim de combater o estigma associado ao HIV e acabar com o preconceito, como retratado em “Elite”.