O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 05/06/2022
“Aqueles que não conseguem se lembrar do passado estão condenados a repeti-lo”. Essa frase, de George Santayna , representa de modo atemporal a questão dos estigmas associados ao vírus HIV na sociedade brasileira, tendo em vista que esse problema está enraizado historicamente na sociedade brasileira. Nesse sentido, há no século XXI a persistência dessas condutas a partir da falta de políticas públicas. Desse modo, são necessários caminhos para o combate dessas ações.
A princípio, cabe pontuar que a inércia estatal, no que tange à ampliação de investimentos direcionados ao conhecimento sobre o vírus, é uma das principais responsáveis pela manutenção dos empecilhos existentes nas trajetórias desses indivíduos que sofrem tal preconceito. Isso ocorre já que a ausência de palestras, ensinos e redes de apoio, faz parte da realidade enfrentada por essas pessoas. Sendo assim, é possível verificar a inoperância do Estado acerca dessa questão, verdade essa que ratifica o não cumprimento de um dever previsto na Carta Maior Nacional e que, por outro lado, expõe a necessidade de, mediante políticas públicas, mudar essa conjuntura.
Ademais, é necessário frisar que a negligência popular é outra causa da problemática. Nesse aspecto, o ativista Martin Luther King afirma que: “Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele.” Nessa lógica, quando os indivíduos são indiferentes em relação a aceitarem o preconceito enquanto se calam, tem-se a cooperação com a ilegalidade. Desse modo, cabe intervir não só nos poderes governamentais, mas também na sociedade em geral.
Diante dos argumentos supracitados, são necessárias medidas para amenizar essa problemática. O Ministério da Educação deve promover, por meio de verbas da União, uma rede de apoio chamada “Quebre seu preconceito com infromação” que promova em escolas e setores públicos, palestras com informes reais sobre a doença e a importância de apoios ao invés de críticas. Além disso, é necessário que haja uma parceria entre escolas e mídias, a fim de que tal conteúdo seja divulgado ao maior número de pessoas possível. Sendo assim, o imbróglio relaciomado aos estigas associados ao vírus HIV será intermediado, no século XXI.