O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 18/05/2022
Conforme Cleamnet Attle, político inglês, a democracia não é a lei da maioria, mas a lei da maioria que respeita a minoria. No entanto, quando se observa o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira, percebe-se que esse objetivo não é completamente alcançado. Isso se deve, principalmente, à escassez de políticas que impeçam os casos de exclusão social e à falta de explicações por meios de saúde sobre a doença e suas formas de transmissão.
Nesse sentido, cabe avaliar a escassez de políticas que impedem portadores do vírus HIV a terem acesso à direitos igualitários. Nessa ótica, de acordo com Thomas Hobbes, filósofo, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Entretanto, não é isso que se visualiza na realidade, pois aproximadamente 20% dessa população já perdeu uma fonte de renda ou emprego po causa de ser soropositivo para HIV, conforme pesquisa da Agência Brasileira de Saúde. Esse dado, mostra que, infelizmente, o portador dessa doença é muito estigmatizado, e que em graves exclusões pode levar ao suicídio. Dessa forma, é necessário que exista mais medidas do Estado para a redução desse problema.
Além disso, vale analisar a pouca divulgação de informações sobre o vírus HIV, em especial as formas de transmissão e da vida de portadores com seus tratamentos. Nessa perspectiva, de acordo com Angeli, chargista, em uma de suas charges, ele compara o Sistema de Saúde com um dejeto no esgoto, devido à negligência de políticos. Diante desse ponto de vista extremo, se entende que a redução do investimento na saúde promove diminuição de capanhas informativas sobre o vírus HIV, acarretando em mais portadores excluídos dos seus diretiotos básicos. Dessa maneira, é fundamental que exista mais explicações no meio social sobre os desafios enfrentados pelos doentes.
Portanto, a escassez de políticas mais a pequena divulgação sobre a doença fomentam o estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Desse modo, urge que os Ministérios da Saúde e da Cidadania, responsáveis pelo bem-estar da população, promovam campanhas de consientização dos cidadãos sobre o vírus HIV, com palestras de portadores falando das dificuldades e transmissão da doença, por meio de apoio financeiro do Estado, a fim de reduzir esse estigma.