O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 24/05/2022

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a subir com um pedregulho até o topo de uma montanha. Contudo sempre que se aproximava do topo a enorme pedra retornava à base. Hodiernamente esse mito se assemelha a luta cotidiana para desmistificar o estigma relacionado ao vírus HIV na sociedade brasileira. Nes-se viés, esse preconceito está ligado a falta de conhecimento da sociedade e pela ausência de educação sexual.

Primeiramente, ressalta-se que há, no Brasil, uma evidente falta de informações sobre o vírus , formentando grande rejeição e estranhamento com os soros positi-vos. Nesse sentido, vale referenciar o filósofo grego Platão, que, narrou o intitu-lado “Mito da Caverna”, no qual Homens acorrentados no fundo de uma caverna viam somente sombras, acreditando que aquilo era a realidade das coisas. Dessa maneira, é notório que, em situação análoga a metá-fora, os brasileiros sem acesso à informação sobre o HIV, vivem na escuridão, isto é, na ignorância disse-minando atitudes discriminatórias. Logo, é evidente a grande importância do conhecimento para que o estigma associado ao vírus seja atenuado.

Além disso, também é considerável salientar que os projetos de educação sexual nas escolas enfrentam muitas fronteiras, pois as famílias muitas vezes os relacio-nam como algo impróprio para os estudantes. Sendo assim, de acordo com dados da Unesp, menos de 20% das escolas públicas os apresentam, consequentemente, forma-se mais uma geração sem noção de métodos contraceptivos e das doenças que podem ser acarretadas com a relação sexual desprotegida. Diante dessa ótica, entende-se a importância da democratização desse tipo de educação para consciência de prevenção do HIV/aids.

Entende-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver os problemas discutidos. Isto posto , o Ministério da Saúde, em conjunto com as escolas e a mídia, como meios de propagação de informação, devem promover a conscientização e o entendimento sobre a doença, além de instaurar a educação sexual, por meio de campanhas, de palestras, de projetos educativos e pela a distribuição de preservativos, a fim de que o preconceito contra os portadores de HIV/aids e a própria mazela sejam efetivamente diminuídos.