O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 23/04/2022

Segundo a Etimologia, parte da linguística que estuda as palavras, a origem da palavra estigma quer dizer: marcado a ferro ou fogo, em ambas as situações são formas as cicatrizes que remetem a algo negativo. Fato é que, quando associada a um grupo de pessoas, como no caso dos portadores da imuno deficiência adquirida(AIDS), a mancha causada pelo estigma é mais que meramente etimologia, é a continuidade da falta de informação e de uma realidade homofóbica forjada em conservadorismo.

Já primeiramente estabelecido o ponto de partida, vale elucidar a razão pela qual a desinformação possibilita o preconceito aos enfermos da AIDS. Inicialmente descoberta pela Central de controle de doenças(órgão norte americano), encontrada em um paciente homoafetivo, bem como os casos seguintes, o que ocasionou uma generalização inconsequente: a doença era exclusiva entre homossexuais. A difusão em massa de uma informação que não era um fato, mas sim uma especulação, foi rapidamente internalizada pela população mundial, o que não excluía de forma alguma o Brasil. O que cabe firmemente um ditado alemão explicar, “uma mentira contada mil vezes, acaba tornando-se verdade”, o que pode-se traduzir para o contexto como: AIDS é fruto da homossexualidade, logo todo gay é um transmissor.

Ademais, em uma segunda análise adentrando no mundo da sétima arte (cinema), é fácil de enxergar como o mundo enxergava (hoje, essa noção de dilui graças aos movimentos da comunidade LGBTQIA+).Basta assitir ao filme da Netflix, “Boy Erased” , que não somente um drama forte que escancara o prenconceito verbal e físico sofrido pelos gays, mas sim uma hitória baseada em fatos reais, onde amar o igual mata.Isso é extremamente comum em lugares onde se há fortes raízes de religiões como a católica, logo a realidade evidenciada no filme se repete no povo brasileiro e a violência que antes era “tão somente” pela orientação sexual, agora é também pelo estigma de transmissor de uma doença perigosa como a AIDS.

Uma vez entendido que o estigma da doença é construido pela desinformação somado a preconceito.É imperativo que a comunidades da área de saúde na forma de seus agentes, os médicos, façam tal qual ,o renomado médico, Drauzio Varela se