O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 22/10/2021

A sociedade brasileira, como um todo, é preconceituosa. Isso se dá pelo fato de nós não termos sido educados de uma maneira propícia para considerarmos consequências psicológicas de nossos atos concretos. Quando falamos sobre o preconceitos que as pessoas portadoras do vírus HIV sofrem, precisamos ter em mente que, a situação por si carrega algo de um passado retrógrado, pertencente a esta sociedade. Entretanto, atualmente, a realidade difere do que foi dito. A sociedade evolui a cada passo, e o que não pertence a esta evolução certamente são preconceitos infundados. Desse modo, precisamos investigar a situação a procura de uma solução. Não podemos mais observar esses tipos de preconceitos com os portadores deste vírus.

Em primeira análise, deve-se salientar que o estigma que foi associado a doença é completamente infundado: o vírus HIV não é transmissível de maneira cotidiana, muito menos é algo com que alguém próximo deva se preocupar. Mas o preconceito persevera. Isso ocorre, pois o vírus HIV está associado a libertinagem. Lembremos então que o vírus HIV foi mais popular dentre os campos homossexuais na década de 80 e aqui está o problema: por consequência, o vírus é taxado como um problema gay e, também, libertino. Os dois conceitos se fundem e a homofobia aumenta mais ainda. E por que este peso cai sobre os LGBT? Como diz o Mercador de Veneza na peça de Shakespeare, “Because I’m a Jew”.

Dito isto, fica claro como todos esses preconceitos alimentam mais preconceitos. O governo deve estar atento a isto, pois, todo preconceito é essencialmente um problema educacional. Se um dia algum governante se preocupar com a edução no Brasil, eis aí o primeiro passo a sero tomado. Até lá, os portadores de HIV sofrerão mais e mais nesta roda de ignorância.