O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 20/10/2021
Durante a identificação do vírus HIV, no início da década de 1980, e até os dias atuais, existe uma grande especulação por parte sociedade à respeito das pessoas soropositivas. Essa atitude, enaltece a discriminação da sociedade sobre as pessoas portadoras do vírus HIV. Para que haja a correção desse problema, é necessário que outras dificuldades como a disponibilidade de testes e recursos de tratamento público e a falta de informação da população sejam solucionados.
Perante essa perspectiva, é importante ressaltar que segundo o Ministério da Saúde, cerca de 920 mil brasileiros vivem com HIV, e 89% deles foram diagnosticados por meio de testes. Desta maneira, pode-se observar que existe uma necessidade de disponibilização de testes e de tratamentos gratuitos para a segurança da população. Seguidamente, é imprescindível uma rede de conscientização pública da população, informando os sintomas e consequências que o vírus pode ter na vida do indivíduo, para que o cidadão se conscientize e saiba como se previnir.
Outrossim, na sociedade brasileia muitas pessoas soropositivas sofrem do estigma de que elas representam um risco para a sociedade, podendo ser discriminados em seus locais de trabalho ou com suas famílias. Segundo programa das Nações Unidas, 64% das pessoas com HIV sofrem alguma forma de discriminação. Naturalmente, essas pessoas precisam de apoio psicológico e uma comunidade para se apoiar, dessa forma elas poderão falar sobre suas histórias e vivências e escutar as de outras pessoas que passam pela mesma dificuldade.
Em suma, percebe-se que a testagem e o tratamento de portadores de HIV é de grande importância, mas a inserção do indivíduo em uma comunidade também é essencial. Assim, cabe ao Ministério da Saúde (MS), investir verbas em testes e tratamentos gratuitos para que a população tenha acesso, e possa se cuidar. Para que não haja desinformação, o Ministerio das Comunicações e o MS, devem atuar em conjunto, por meio de propagandas de televisão, redes sociais e rádio, que pessoas soropositivas não representam risco social, e que possíveis candidatos ao virús busquem se testar. Cabe ao MS também, por meio da criação de grupos comunitários de pessoas com o vírus HIV, desenvolver uma rede de apoio para esses, para que eles possam compartilhar suas experiências e ajudar outros iguais a eles. Assim, viveremos em uma sociedade que enfrenta seus estigmas e luta por sua igualdade.