O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 19/10/2021

No início da década de 80, o Brasil se encontrava diante do que viria ser uma das maiores epidemias enfrentadas no país. Famosos como Renato Russo e Cazuza, vieram a óbito no auge de suas carreiras devido ao agravamento do vírus causador da AIDS. A falta de informação sobre tal, assim como na época, ainda dificulta muito a vida das pessoas que foram contaminadas.

Em uma primeira análise, é certo afirmar que o preconceito e exclusão social causados pela desinformação contribuem para a persistência do problema em questão, uma vez que estes levam os pacientes a desistirem ou a não procurarem a ajuda necessária, como mostra uma pesquisa realizada e publicada pelo portal de notícias do G1. Além disso, não há dúvidas sobre a necessidade e a importância do Dezembro Vermelho e o papel que ele desempenha chamando atenção da nossa sociedade  para o assunto.

Ainda convém lembrar que, graças ao estigma associado ao HIV, tais portadores  apresentam grandes problemas quando se trata de relações sociais. Sejam afetivas ou associativas, a ideia de que a transmissão se dá através da saliva, ou até mesmo pelo contato físico, como toque de mãos, só deixará de existir com a conscientização dos brasileiros. Infelizmente, vivenciamos um Governo que não se preocupa com educação sexual, o que acarreta no crescimento do número de pessoas que não sabem dos problemas e riscos de se adquirir a doença.

Fica claro, portanto, que atenuar esse problema não se apresentou como tarefa fácil, porém tornar-se-á possível por meio de ações enérgicas em caráter de urgência. Logo, cabe ao Ministério da Saúde oferecer apoio aos soropositivos, além de orientar os municípios quanto aos cuidados com os mesmos, através da realização de ações como campanhas públicas que incentivam a testagem, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Para tanto, é necessário que haja a disponibilização de testes rápidos em posto de saúde. Os efeitos serão não apenas o auxílio àqueles que positivaram, mas também a prevenção do contágio de mais pessoas.