O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira
Enviada em 18/10/2021
No início da década de 80, o Brasil se encontrava diante do que viria a ser uma das maiores epidemias já enfrentadas no país. Famosos como Renato Russo e Cazuza, vieram a óbito no auge de suas carreiras devido ao agravamento do vírus causador da Aids. A falta de informação sobre tal, assim como na época, ainda dificuldade muito a vida das pessoas que foram contaminadas.
Em uma primeira análise, é certo afirmarmos que o preconceito e a exclusão social causada pela desinformação, contribui para a persistência do problema em questão, uma vez que estes levam os pacientes a desistirem ou a não procurarem a ajuda necessária. Além disso, não há dúvidas sobre a necessidade e a importância do Dezembro Vermelho, e o papel que ele desempenha chamando a atenção da sociedade brasileira para o assunto.
Ainda convém lembrar que, graças ao estigma associado ao HIV, os portadores do vírus apresentam grandes problemas quando se trata de relações sociais. Sejam afetivas ou associativas, a ideia de que a transmissão se dá através da saliva, ou até mesmo do contato físico, como o toque de mãos, só deixará de existir com a conscientização de quem ainda pensa desta forma.
Fica claro portanto, que atenuar esse problema não se apresenta como tarefa fácil, porém tornar-se-á possível por meio de ações enérgicas em caráter de urgência. Logo, cabe ao Ministério da Saúde oferecer apoio aos soropositivos, além de orientar os municípios quanto aos cuidados com os mesmos, através da realização de ações como campanhas públicas que incentivam a testagem, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Para tanto, é necessário que haja a disponibilização de testes rápidos em postos de saúde, os efeitos não serão apenas o auxílio àqueles que positivaram, mas também prevenir o contágio de mais pessoas.