O estigma associado ao vírus HIV na sociedade brasileira

Enviada em 19/10/2021

Na obra cinematográfica estadunidense “O Ano de 1985”, é retratada de forma emocionante a história de um jovem, nesse contexto histórico marcado pela descoberta no mundo sobre o vírus do HIV, inclusive em pessoas LGBTQI+. No filme relata a visão do Adrian em sua vida na retomada do reencontro com seus pais que são conservadores, cercados pela ignorância da época (algo como um beijo na boca em alguém com HIV é encarado como nocivo por exemplo). Entretanto, é visto como um mau da sociedade contemporânea, pois até hoje vemos o preconceito e a violência sofrida pelos portadores do vírus.

Nesse cenário, é incontestável que durante esse tempo no avanço da descoberta do que causava a doença, houve um impacto negativo havendo um grande tabu em falar do assunto, gerando assim um enorme preconceito com pessoas soropositivas, diante dessa problemática pode-se observar que médicos e cientistas não haviam descoberto o tratamento eficaz contra a AIDS na década de 80, mas atualmente apesar de o tratamento ter se tornado mais potente e mais seguro ao longo dos anos, a realidade de quem convive com a infecção, que ainda não tem cura, não é fácil. Todos os dias, o paciente precisa tomar uma combinação de medicamentos que ajudam a impedir a multiplicação do vírus HIV no organismo, aumentando a imunidade.

Além disso, é notório que atualmente há uma falta de inclusão social de pessoas portadoras da HIV no Brasil. Diante disso, percebe-se que essa exclusão ocorre por meio de Organizações Governamentais e da nação, onde grande parte das pessoas repudiam os portadores por ser uma doença sexualmente transmissível, sendo assim quem tem, muitas das vezes não sabem ou não procuram saber por medo do preconceito que irá sofrer. Segundo a Unaids, Estima-se que, no Brasil, existam cerca de 830 mil pessoas vivendo com o vírus do HIV e que conseguem viver com isso e com o devido tratamento diário.

Portanto, conclui-se que enquanto a cura não chega, informação, prevenção e diagnóstico precoce são as melhores armas disponíveis. Além de sempre usar preservativo nas relações sexuais, é importante fazer testes regulares que podem diagnosticar a infecção. E por meio de palestras organizadas pelo Ministério da Saúde do Brasil informe principalmente para jovens e adultos sobre a importância de comunicação sobre o assunto de DSTs entre parceiros de todos os gêneros, levando informação é possível trazer a consciência que, em tempos de tratamento eficaz e disponível para todos, talvez uma barreira ainda esteja por ser transposta de forma definitiva: o preconceito. Com o fito de melhor direcionar a população para entender como evitar essas infecções virais.