O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 05/04/2025
Sob a ótica de Nelson Mandela, advogado e ativista, o esporte é uma ferramenta com capacidade de mudar positivamente o mundo. Embora imprescindível, tendo em vista seu potencial benéfico na saúde física e psicológica, bem como na inclusão social e no desenvolvimento de valores éticos, não é tratado com seriedade no Brasil. Nesse contexto, é evidente a importância dessa temática para a coletividade, entretanto, ela enfrenta óbices devido à deficiência de infraestrutura pública e ao frágil incentivo à prática esportiva.
A prioridade, um dos fatores que impedem o êxito na inclusão social é a carência de infraestrutura adequada. O esporte pode integrar e proporcionar qualidade de vida a grupos socialmente reprimidos, como pessoas com deficiência e moradores de áreas pobres. Segundo o Censo Escolar de 2015, 6 de 10 escolas públicas não possuem quadras para atividade física. Com a ausência de espaços, torna-se complicado promover o potencial inclusivo e ético do desporto.
Adicionalmente, a ineficácia no incentivo à prática esportiva é um obstáculo. A Constituição de 1988 afirma que o esporte é direito de todos e dever do Estado. Entretanto, segundo o IBGE, 100 milhões de brasileiros não praticam esportes, contrariando os preceitos constitucionais. A falta de apoio do governo contribui para problemas de saúde pública, como obesidade e sedentarismo, e de segurança, como criminalidade e abuso de drogas.
Portanto, é notório que o esporte é uma ferramenta inclusiva e promotora de qualidade de vida. Para superar os obstáculos à sua função social, a Secretaria Especial do Esporte, em parceria com o MEC, deve construir espaços adequados nas instituições por meio de um projeto de lei com prazo de adequação das prefeituras, oferecendo recursos e fiscalização. Paralelamente, o MEC deve promover campanhas de incentivo nas redes sociais e mídias televisivas. Assim, o poder transformador descrito por Mandela se tornará realidade.