O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 27/10/2021
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o conceito de saúde pode ser definido como o completo bem-estar social, físico e mental e não apenas a ausência de enfermidades físicas. Desse modo, é possível observar os benefícios do esporte uma vez que, promove bem-estar físico, social e emocional para a sociedade em geral. Porém, essa realidade não se confere na sociedade brasileira, já que o esporte não tem sido uma ferramenta de inclusão social. Nesse sentido, um fim de mitigar os problemas relacionados a essa temática é necessário expor a ineficiência governamental para investir em projetos esportivos e sociais e ao destinar poucos recursos para a prática esportiva.
Em uma primeira análise, é de suma importância concluir que pouco tem sido investido na promoção do esporte perante a sociedade. Em 1920, o Governo de Epitácio Pessoa incentiva a prática do futebol como um esporte adequado para a sociedade brasileira como uma forma de retirar o foco da população para a capoeira que na época era mal vista perante a elite da época. É notório que, as motivações do governo da época era de cunho preconceituoso com outras práticas esportivas. Contudo, atualmente o Brasil é referência mundial no futebol, porém outras categorias esportivas igualmente relevantes têm sido deixadas de lado por falta de investimento governamental que pouco tem para recursos a projetos sociais que incentivam uma população de renda baixa em ambientes esportivos pelo país.
Ademais, em uma segunda análise, há pouco investimento em estrutura disponível para o desenvolvimento saudável das atividades esportivas no Brasil. De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (PNAD), menos de 40% dos brasileiros praticaram algum tipo de atividade física em 2015. Destarte, os números confirmam uma tendência social persistente, reforçada pela falta de investimento por parte da instituição de governo, em que quadras, espaços públicos e escolares não estão paramentados para o desenvolvimento de atividades físicas que podem atuar como locomotores de inclusão social em comunidades carentes de todo o país.
Logo, para que haja inclusão social do esporte na sociedade brasileira é necessário que medidas sejam atendidas. Dessa forma, o Ministério do Esporte em parceria com o Ministério da Educação, deve promover oficinas em escolas de periferias e regiões carentes do país, para crianças e adolescentes, levando até eles esportistas que foram capazes de conquistar uma nova vida através do esporte e junto com eles levar também, equipes para fazer reformas em ginásios e quadras dessas regiões para que, além da comunidade estar sendo estimulada a buscar o esporte, pode também ter ambientes de qualidade que pode recebê-los. Desse modo, o esporte poderá ser um fator de inclusão social diante da atual realidade brasileira.