O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 24/10/2021

Promulgada pela ONU, em 1948 , a Declaração Universal dos Direitos Humanos ( doravante DUHD)  garante a todos os indivíduos o direito à igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que empecilhos relacionados ao esporte como ferramenta de inclusão encontram-se efetivados na sociedade. Desse modo, a negligência governamental em consonância com a exclusão social são os principais pilares para esses conflitos.

Nesse sentido, vale ressaltar a inoperância estatal como impulsionadora do impasse. Destarte, de acordo com o IBGE,  65% dos atletas brasileiros não possuem patrocínios. Sob essa ótica, denota-se que os esportistas possuem seu direito à igualdade negligenciado, pois, sem investimento e apoio, eles acabam sem ter locais apropriados para treinarem e desenvolverem suas performace. Assim, o praticantes de esporte ficam  isolados e esquecidos.

Ademais, vale salientar o desabono social como perpetuador do impasse.  Por essa perspectiva, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua análise da sociedade, pessoas que possuem vulnerabilidade social são excluídas e abandonadas. Sob esse viés, os atletas, desprovidos de verba, não conseguem viver apenas do esporte e precisam trabalhar para conseguirem se manter e sustentar suas famílias. Desse modo, precisam deixar a prática de esporte de lado.

Portanto, com intuito de mitigar os empecilhos relacionados ao esporte, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério do Trabalho reverta essa verba em constratação de profissionais, que por meio de workshops, nas escolas, atenderiam os esportistas e prestariam todo auxílio que eles precisassem. Além disso, é mister a mídia divulgar a importância que todos os esportes possuem. Somente assim, a DUDH entrará em completo vigor.