O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 08/09/2021
Os Jogos Olímpicos da Grécia Antiga era um festival religioso que estabelecia diversas exclusões aos participantes. Mulheres, estrangeiros e escravos não podiam participar, além disso os atletas, em sua maioria, eram oriundos das classes mais favorecidas. Apesar de diversas conquistas, desde então, ainda no século XXI há desigualdades de classes, gêneros e raças no esporte. Por conta disso o esporte adquire uma importante tarefa: a possibilidade de inclusão social.
O esporte além de proporcionar hábitos saudáveis é uma ferramenta de inclusão social. A exemplo das comunidades carentes que tiram vários jovens das ruas- sujeitos ao tráfico de drogas e à criminalidade- e incentivando à prática de esportes. Esse incentivo é concebido através da Lei de Incentivo ao Esporte que permite que recursos provenientes de renúncia fiscal sejam aplicados em projetos pró esporte em todo o país, como o Criança Esperança da Globo. Com a ajuda desses projetos criam-se oportunidades de desenvolvimento aos jovens brasileiros e estimula-se o crescimento das noções de socialização entre indivíduos, como o respeito às diferenças e o convívio em grupo.
Entretanto, ainda há muito o que ser conquistado. Apesar da existência da Lei do Incentivo ao Esporte, o desprestígio estatal, no que tange a investimentos no setor esportivo, remete ainda a um baixo investimento em alguns setores. A exemplo do futebol feminino brasileiro, que apesar de contar com a maior artilheira da história das copas- a Marta, que ganhou seis vezes o título de melhor jogadora do planeta- o mesmo sofre com uma trajetória de desigualdades enfrentadas pela mulher nos esportes, por exemplo, os poucos patrocinadores. Visto que a Marta se compare, em títulos, com grandes craques do futebol masculino, sua carreira ainda é muito discrepante em relação às quantias milionárias embolsadas no masculino. Retrocedendo a uma exclusão, como na Grécia Antiga.
Fica claro, portanto, que o esporte é importante para a inclusão social no Brasil e merece mais incentivos. Logo, faz-se necessário que o Ministério do Esporte promova mais projetos sociais, principalmente em comunidades carentes, com projetos pró esportes dentro das escolas e incentive a Lei, nas grandes empresas, a fim de novos investimentos nos setores deficitários. Talvez assim, o país não retroceda um passado excludente socialmente e torne-se mais igualitário.