O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 03/09/2021
O filme brasileiro “Mais forte que o mundo”, conta a história real de superação do lutador de MMA, José Aldo, que se torna o campeão mundial apesar das dificuldades. Nesse sentido, verifica-se o esporte, como um eficaz instrumento de inclusão social no Brasil, entretanto, pouco subsidiado. Logo, é necessário analisar os motivos e os aspectos dessa problemática, bem como engendrar mecanismos para minimizá-la.
Em primeiro plano, é importante destacar o esporte como agente edificador social. Sob essa ótica, os desafios propostos e as emoções vividas na prática de atividades esportivas, despertam os valores de determinação e resiliência às adversidades da vida, distanciando a possibilidade do envolvimento com o crime e drogas, realidade de individuos sem oportunidade de acesso. Este quadro exemplifica a teoria do filósofo alemão Arthur Shopenhauer, no qual afirma que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam sua visão acerca do mundo, assim, uma conjuntura social homogênea dedicada ao esporte, certamente iria viabilizar caminhos à mudança de vida de muitos brasileiros, que geralmente se veem sem escolha.
Observa-se, por conseguinte, o escasso apoio às práticas esportivas. Nessa perspectiva, nota-se que o esporte não é priorizado com proporcional importância, já que, a maioria das cidades não dispõem de estrutura adequada para seu incentivo. Somado a isso, a maioria dos atletas não contam com patrocínios regularmente, tendo a necessidade de trabalhar ao intervalo dos treinos, a fim de se manterem. Contraditoriamente, é lícito referenciar o artigo 217 da Constituição, que assegura o fomento de práticas esportivas. Desse modo, esse lastimável cenário prejudica o coletivo, e exigindo-se uma urgente mudança de postura do estado.
Urge, portanto, que o Ministério da Educação, Saúde, e Cidadania, criem em conjunto, um projeto de intensificação de atividades esportivas, por intermédio do direcionamento de verbas, para a contratação de instrutores capacitados, e construção de espaços públicos, distribuídos homogeneamente pelo território nacional, ademais, garantir incentivo aos torneios e assistência aos atletas profissionais, com o fito de amenizar realidades segregadoras no tecido social brasileiro. Outrosim, o Ministério Público, através da mídia, deve promover engajamentos persuasivos e ficcionais de valorização ao esporte, além da constante transmissão de campeonatos de diferentes modalidades, com o intuito de potencializar admiração e instigar interesse pelas atividades. Feito isso, histórias inspiradoras como a de José Aldo, se tornarão cada vez mais frequentes.