O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 24/08/2021
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, bem como os mesmos direitos e deveres. No entanto, tal concepção não é notável no Brasil, visto que a exclusão de pessoas no esporte configura um grave problema em virtude da prioridade à elitização e da falta de investimentos.
Dessa forma, em primeira análise, o favorecimento de classes dominantes no esporte é um desafio presente no problema. Analogamente à atitude de Charles Miller, em 1894, quando trouxe a prática do futebol ao país, uma vez que a atividade era restrita aos ricos, ainda esses ideais se estabelecem na nação brasileira. Nesse sentido, os cidadãos que não possuem condições financeiras favoráveis são, na grande maioria, excluídos das práticas esportivas.
Outrossim, a carência de infraestrutura é um entrave no que tange ao empecilho. Conforme Zygmunt Bauman defende na obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é uma das principais características da modernidade e, consequentemente, parcela da população se torna incapaz de pensar em outrem. Assim, a incapacidade dos governantes em melhorar a qualidade das estruturas apropriadas para jovens praticarem esportes, aumenta a dificuldade em incluir a população.
Portanto, é evidente a necessidade de alterações para melhorar as condições e atingir o objetivo da inclusão. Desse modo, é dever do Ministério da Cidadania, órgão responsável por aplicar medidas referentes aos esportes, desenvolver a prática de atividades esportivas em escolas e áreas de periferia, por meio da criação de projetos que incorporem todas as classes com profissionais de educação física, para que assim seja possível favorecer a inclusão dos indivíduos da sociedade brasileira nos esportes.