O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 20/08/2021
A Agenda 2030 é formada por dezessete objetivos da Organização das Nações Unidas (ONU) para transformar o mundo. O décimo objetivo propõe o asseguramento da redução das desigualdades, proporcionando o respeito a todos os indivíduos. Entretanto, hodiernamente, ao associar a meta do órgão mundial à realidade brasileira, é imperioso salientar que há o seu descumprimento em relação à representatividade esportiva devido ao racismo e ao estereótipo da superioridade masculina em comparação à feminina. Por consequência, são importantes medidas para reverter esses problemas. Em primeira análise, em 2015, foi publicado um vídeo que apresenta o atleta olímpico Arthur Nory fazendo piadinhas sobre a cor do seu colega ngelo Assumpção. A gravação retrata o momento no qual Nory compara o parceiro a um saco de lixo e, logo, não seria bom ficar ao lado dele. Assim, ao analisar o fato mencionado, fica evidente que a intolerância racial é um fator que fomenta o não acontecimento da homogeneidade cultural nos esportes, uma vez que causa atos discriminatórios contra os indivíduos considerados “diferentes”, não proporcionando a equidade.
Outrossim, a série “Dickinson” tem o enredo voltado à rotina da protagonista Emily no século XIV. A jovem é sagaz e não apoia o papel social que era atribuído à mulher e, por isso, não respeita as convenções morais. Com isso, ao pedir para participar de uma partida de futebol com alguns meninos, ela recebe a resposta de que é uma mulher e, por conseguinte, não deve chutar a bola pelo fato de o seu lugar ser na cozinha. Portanto, ao assimilar a ficção à realidade, é visível que o pensamento da superioridade masculina interfere no direito constitucional à prática de atividades físicas, dado que há o estereótipo de que o sexo feminino não é apto a realizar as mesmas tarefas que os homens.
Desse modo, são necessárias ações capazes de mitigar essas problemáticas. Para tal, as escolas devem educar os alunos para a cidadania, por meio de palestras e grupos de integração social, para que compreendam a diversidade humana, amenizando os casos racistas. Ademais, os canais de televisão devem estimular o senso crítico dos seus espectadores, por intermédio de propagandas que abordam sobre a igualdade de gênero, a fim de que a cidadania feminina seja respeitada, minimizando o pensamento machista. A partir dessas atitudes, o esporte será uma ferramenta de inclusão no Brasil.