O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 17/08/2021
No filme “Invictus”, dirigido por Clint Eastwood, é retratado o esporte como um mecanismo de unificação de uma sociedade marcada pelas divisões raciais e econômicas. Nesse contexto, a obra retrata a realidade das práticas esportivas no século XXI, uma vez que o esporte apresenta-se como um importante meio de socialização. Entretanto, mesmo com tamanha importância, na contemporaneidade brasileira, é notório o desenvolvimento de uma precária distribuição de investimentos nos setores esportivos, logo a socialização no Brasil por meio dos esportes é dificultada. Desse modo, essas questões devem ser postas em vigor, a fim de serem compreendidas e solucionadas.
É relevante abordar, primeiramente, que o esporte apresenta-se como um importante mecanismo de ascensão, de mobilidade e de inclusão social. Nesse sentido, as práticas esportivas atuam diretamente na construção de valores essencias aos individuos e á sociedade, desenvolvendo suas capacidades cognitivas, afetivas, comunicativas e sociais, e portanto, levando a formação de indivíduos com uma alta habilidade de se relacionarem coletivamente. Sendo assim, tal fato é observado ao se analisarem as falas de Rafaela Silva, judoca campeã olímpica, que afirma que no judô encontrou disciplina e respeito ao adversários, evidenciando esporte como ferramenta de socialização.
Em detrimento dessa questão, é relevante abordar que não falta investimentos nos esportes, o que falta é uma melhor distribuição de verbas nesse setor. Dessa maneira, aplicações nos esportes de alto rendimento, como os altos benefícios para atletas de amplo conhecimento midiático, prejudicam o ampliamento no investimento da base esportiva, logo, se observa as baixas estruturas de treinamento, poucas competições para formar atletas e a baixa remuneração desses, que dificultam a ascensão dos pequenos competidores. Dessa forma, tais questões são confirmadas ao se observarem aos comentários de Erich Beting, especialista em jornalismo de negócios esportivos, que afirma que o esporte brasileiro necessita de um plano para um melhor distribuição dos recursos já existentes.
Evidencia-se, portanto, que o esporte apresenta-se como um importante mecanismo de socialização, no entanto, a falta de uma melhor distribuição desses investimentos, dificulta a concretização desse ato. Portanto, cabe a Secretária Especial do Esporte, responsável pela manutenção e administração desse setor, promover uma redistribuição desses recursos, diminuindo os altos auxílios dos atletas de reconhecimento midiático, e destinando esses valores para a melhoria das infraestruturas, para a realização de competições e o aumento do valor das assistências destinadas aos pequenos atletas, para que assim tais práticas se concretizem como ferramenta de socialização. Somente assim, será possível que o Brasil torne-se um país socializado e coletivo com o auxílio dos esportes.