O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 16/08/2021

Nas últimas Olimíadas de Tokyo 2020, houve uma enorme comoção on-line acerca das Olimpíadas e os atletas viraram verdadeiros ídolos para os jovens brasileiros. Analogamente, o esporte em áreas humildes ainda é mal valorizado, principalmente pela falta de oportunidades que os jovens e adolescentes das favelas obtém, com uma inserção do desporto em áreas pobres, pode-se estimular o lazer e garantir a inserção social. Além disso, o esporte destinado para deficientes físicos é extremamente importante para garantir a sociabilidade desse grupo, que muitas vezes se encontra na margem da sociedade, sendo vítimas de preconceitos e capacitismo.

Em primeira análise, consoante com o pensamento do Papa Francisco que profere que não são só as guerras que corrompem a sociedade mas as injustiças sociais também. Deve-se evidenciar a importância de inserir atividades esportivas para as classes mais humildes. Pois, ao gerar ocupações como o futebol, vôlei ou handebol entre os adolescentes é estimulado a sociabilidade dos indivíduos, além de entreter eles com atividades educativas. Além disso, muitos jogadores de futebol e de vôlei possuem origem em comunidades humildes, ou seja, tiveram uma oportunidade de encontrar seu talento mesmo com poucos recursos disponíveis, gerando oportunidades para os jovens e as crianças.                    Sob um segundo olhar, o filme americano “Andar, Montar, Rodeio” é inspirado na história de Amberley, uma jovem que sofreu um acidente de carro e perdeu o movimento de suas pernas, a garota era atleta de hipismo e mesmo com sua condição não desistiu das competições. Sob um semelhante pensamento, o uso do desporto para incluir portadores de necessidades físicas e evitar preconceitos é uma ótima ferramenta, pois inspira diversos jovens e adultos deficientes a se adaptarem ao uso de modalidades do esporte, além de promover a sociabilização e o estímulo físico. Outrossim, a falta de investimentos na área de esportes paralímpicos ainda é notório, evidenciando o descaso governamental com a causa, promovendo injustiças e preconceitos, além do capacitismo.

Por tal prerrogativa, é de incubência do Ministério da Infraestrutura em conjunto com o Ministério da Educação, a inserção de quadras de esporte e parques nas áreas mais humildes das metrópoles brasileiras, com o objetivo de inspirar adolescentes e jovens no ramo esportivo, além de estimular a educação, a sociabilidade e a cordialidade entre os indivíduos, inclusive incitando o lazer entre o meio social. Além disso, é dever do Ministério da Cidadania reordenar as verbas destinadas para as modalidades esportivas, dando um maior enfoque nas atividades paralimícas, com o objetivo de estimular jovens e adultor portadores de necessidades físicas a entrarem no esporte brasileiro, promovendo a igualdade entre os cidadãos e evitanto preconceitos.