O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 11/09/2021
Nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, a skatista Rhaissa Leal - conhecida como “Fadinha”- se destacou na competição por ganhar sua primeira medalha de prata aos 13 anos de idade. No entanto, a realidade atrelada a menina, infelizmente, no Brasil, se difere das outras crianças que não possuem acesso ao esporte, que por sua vez poderia ser usado como ferramenta de inclusão social. Desse modo, a fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante análisar a negligência governamental e a desigualdade social em torno do tema.
Sob esse viés, pode-se apontar como empecilho à consolidação de uma solução a displicência estatal. Isso posto, Émile Durkheim, renomado sociólogo francês, afirma que é dever do Estado gerenciar questões relacionadas ao progresso coletivo. A máxima do intelectual, todavia, destoa da realidade, fato que se materializa na quantidade irrisória, especialmente por parte do Ministério da Educação, de políticas que tenham o propósito de aproximar crianças e jovens socialmente, como a implatação de treinos esportivos no contraturno escolar. Logo, a displicência da máquina pública fere os princípios pontuados por Durkheim e, ao mesmo tempo, inviabiliza a inclusão social por intermédio do esporte.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a disparidade socioeconômica como impulsionador do problema. Nesse sentido, o escritor Ariano Suassuna defende a existência de uma injustiça secular capaz de dividir a nação brasiliana em duas vertentes: a dos favorecidos e a dos despossuídos. Por analogia, a parcela populacional que se encontra no grupo desfavorecido não é detentora de poder aquisitivo que permita acesso ao esporte, o que, por fim, ocasiona exclusão social. Dessa forma, necessita-se de meios que amenizem a situação da população vítima da desigualdade secular.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esse obstáculo. Para isso, o Ministério da Educação, deve destinar verbas para elaborar um projeto de esportes destinadas crianças e jovens no contaturno escolar, tal projeto pode ser executado nas escolas contando, inicialmente, com professores voluntários formados em educação física, posteriormente, poderão ser contratado treinadores especialistas em diversos esportes - atletismo, volêi e futebol - para completar a comissão técnica. A fim de realizar a integração social e melhorar a qualidade se vida dos participantes. Dessa maneira, o Brasil poderá superar o problema.