O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 08/08/2021
“O homem é a medida de todas as coisas”. Essa máxima, atribuída ao filósofo grego Protágoras, revela o protagonismo humano em que o indivíduo tem o poder de construir sua realidade e seus valores em sociedade. Nesse sentido, referente a inclusão social no meio esportivo, ocorre uma intrínseca identificação com a frase do pensador, pois os diversos entraves em torno desse processo vitimizam todo o corpo social. Dessa forma, são inúmeros os desafios que os praticantes de esportes, vivienciam, no Brasil, tendo em vista à falta de investimentos por parte do Poder Público no setor, obstaculizando a inclusão social que a prática proprorciona.
Em primeira análise, convém frisar a extrema importância de destacar o esporte como uma ferramenta que contribui com os aspectos motores e cognitivos para a formação do indivíduo, além de abrir oportunidade por toda a vida. Sob essa ótica, apesar dos muitos benefícios, o esporte no Brasil, não recebe o apoio necessário, sendo visível na falta de incentivos financeiros e de estrutura, na qual muitos atletas, tiveram que apelar para “vaquinhas” na internet, a fim de conseguir o mínimo para viagens, hospedagens e alimentação. Nesse contexto, segundo o filósofo contratualista Thomas Hobbes, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. No entanto, isso não ocorre na prática, principalmente quando se visualiza, a ausência de investimentos no esporte, que é uma atividade fomentadora à saúde, inclusão social e bem-estar.
Ademais, a formalização do esporte ganhou força principalmente no século XIX, quando o Brasil Imperial passou a tratar da educação física em suas leis e decretos. Contudo, só estar presente na Constituição Federal, não garante o acesso à população nesse meio, sendo visível as cidades sem estrutura, pista de corrida e atletismo improvisadas, quadras em estado deplorável. Além disso, na proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA), propõe-se a redução do investimento no esporte em 74%, o que desestimula os muitos atletas, como também os que gostariam de se inserir no meio esportivo. Com isso, o que antes deveria ser um instrumento de inclusão social, de poder abrir diversos caminhos e possibilidades aos praticantes, demonstra na realidade um ciclo de exclusão.
Portanto, faz-se necessária a realização de medidas que mitiguem o desafio. Assim, cabe o Ministério da Cidadania, o papel de aumentar o investimento no esporte, por meio da criação de quadras poliesportivas, a reestruturação das que já estão construídas, mas em estado deplorável, subsídios como alimentação, passagens para os atletas que,- na maioria das vezes, dependem do patrocínio de insituições privadas-, com intuito de fazer com que o esporte seja um mecanismo de inclusão social, para que, assim, amenize as mazelas que assolam a sociedade hodierna.