O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 18/10/2021

A Constituição Federal de 1988 preconiza que é dever do Estado destinar recursos públicos para a promoção da prática esportiva no país. Isso se justifica porque o esporte é uma relevante ferramente de inclusão social, uma vez que contribui tanto para a ascensão econômica, quanto para a saúde do indivíduo. Todavia, o meio esportivo carece de investimentos governamentais, fato que configura um preocupante problema no Brasil. Dessa forma, medidas são fundamentais para alterar essa realidade.

Em primeira análise, é tácito elencar que o esporte configura um importante mecanismo de inserção social, tendo em vista a oportunidade de ascensão socioeconômica. Conforme observado com alguns atletas que hodiernamente são conhecidos mundialmente, o esporte foi o principal responsável por retira-los da situação de pobreza para que alcançassem reconhecimento e poder aquisitivo. A exemplo disso, destaca-se o jogador de futebol Neymar Junior, que nasceu na periferia de São Paulo e atualmente está entre os atletas mais bem pagos e prestigiados. Consoante a isso, a prática de esportes é essencial para a promoção da saúde física e mental, uma vez que promove o respeito, a displina, a autoestima e a motivação, além de amenizar problemas de obesidade e sedentarismo.

Posteriormente, cabe pontuar que a negligência governamental obstaculiza a integração socioeconômica proporcionada pelo meio esportivo. Se por um lado o Documento Constitucional prevê que o Estado deve fomentar o esporte no país, por outro lado, essa determinação não é posta em prática, haja vista a escassez de investimentos voltados para essa área. Como exemplo, segundo o portal de notícias da Globo, G1, dos 309 atletas que participaram dos Jogos Olímpicos em 2021, 131 não possuem patrocínio e 78 competidores não estão incluídos no programa Bolsa Atleta. Desse modo, é imprescindível a proposições de medidas capazes de reveter essa situação.

Portanto, ao analisar a negligência com a prática esportiva, nota-se a influência desse no entrave social, o que exige um plano de ações eficientes para atenuar essa situação. Posto isso, compete ao Ministério da Cidadania, em parceria com ONGs (Organizções Não Governamentais), por meio de investimentos estatais, ampliar a prática de esportes instituindo projetos de danças e lutas em instituições de ensino, promovendo a construção de quadras poliesportivas espalhadas pela cidade e financiando a capacitação de professores de educação física para dar aulas nesses locais, a fim de garantir que o esporte cumpra sua função de instrumento de integração social.