O espaço das mulheres no cenário político
Enviada em 03/07/2023
“Pela maior parte da história, anônimo foi uma mulher”. A frase da grande escritora Virgínia Woolf trás a reflexão sobre o atraso da inclusão da mulher na sociedade. Nesse sentido, o Brasil apresenta um estigma relacionado à dificuldade da participação política feminina. Tal fator ocorre tanto pela cultura machista presente neste âmbito, quanto pelo atraso do direito ao voto feminino no país. Logo, é necessário pautar esta discussão e criar medidas que eliminem a problemática.
Primeiramente, é importante citar que mesmo após duzentos anos de história da pátria verde-amarela, somente no ano de 2011 o país teve uma presença feminina na presidência: Dilma Rousseff, que quebrou os padrões originais da realidade brasiliense. Este fator reforça que a presença da mulher na política brasileira, além de difícil, é extremamente recente, sendo possível fazer uma analogia ao filme da Disney, Mulan, que apresenta uma menina lutando pelo bem de seu lugar de nascença, contradizendo todos os conceitos tradicionais.
Em paralelo a isso, é indispensável comentar sobre o início do direito ao voto do público feminino, que aconteceu durante o Governo Vargas, em meados de 1932. Antes disso, os direitos deste público eram exacerbadamente restritos, o que levou às mulheres a realizarem o movimento sufragista, que ocorreu em várias populações ao redor do mundo entre os séculos XIX e XX, protestando o direito ao sufrágio. Hodiernamente, as mulheres contemporâneas ainda se inspiram nestes movimentos, com o fito de conquistar suas prerrogativas.
Portanto, medidas operantes são imprescindíveis para alterar a situação da pátria tupiniquim. Para que isso aconteça é necessário que o Ministério da Mulher promova juntamente às instituições públicas de ensino, palestras feministas a fim de acabar com a cultura machista segregadora. Além disso, é dever do Ministério Público Federal, analisar de forma mais eficiente a prática dos direitos políticos do público feminino no país. Assim, a falta das mulheres na política brasileira deixará de ser um fator segregador.