O espaço das mulheres no cenário político
Enviada em 01/07/2023
A obra “O cidadão de papel’, do jornalista Gilberto Dimenstein crítica o sistema de leis do Brasil, o qual possui boa elaboração, porém carece de efetividade na prática. Sob esse viés, a crítica da obra sobredita se aplica no contexto nacional quanto o espaço das mulheres no cenário político, pois é uma questão a ser solucionada. Logo, é necessário medidas para solucionar o impasse, que é motivado pela indiferença populacional e pelo descaso governamental.
Em primeiro lugar, constata-se a banalização da sociedade como uma das causas da desigualde de genêro no sistema político no país. Nesse contexto, a filósofa Hannah Arendt criou a expressão “banalidade do mal”, a qual diz respeito ao fato de que as pessoas estão normalizando as mazelas sociais, de modo a torná-las banais. Nessa ótica, tal teoria é constatada no contexto brasileiro uma vez que parte da população não vê a necessidade da discussão da problemática, isso se da pelo fato da sociedade nacional ser machista e completamente patriarcal, o que acarreta em menos mulheres no espaço político e menos visibilidade aos direitos das mulheres. dessa forma, devido á normalização desse impasse, a problemática é agravada no meio social.
Ademais, o desserviço estatal acerca do espaço das mulheres no cenário político também é um dos motivadores do impasse. Nesse sentido, o filósofo Zygmund Bauman desenvolveu o conceito de “intituições Zumbis”, o qual diz repeito ao fato de que o Estado esta perdendo sua função social. Sob essa perspectiva, na sociedade brasileira comtemporânea, a visão de Bauman pode ser aplicada uma vez que o poder público não cumpre uma de suas leis, como a Lei 12.034/2009, determinando a reserva de vagas de candidaturas por gênero (no mínimo 30% para um e no máximo 70% para o outro), porém as mulheres hoje não chegam a 20% em cargos políticos.
Portanto, faz-se necessário ações para conter esse cenário no Brasil. Para tanto, o governo federal, cuja função é manter a harmonia social, por meio do MPF, deve fiscalizar o cumprimento da lei em partidos políticos. Além disso, cabe a midia, por meio das redes divulgar campanhas de mulheres em cargos políticos. Feito isso, a realidade destoará da obra de Dimenstein.