O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 08/01/2021

Segundo Karl Marx, a exploração da mão de obra do proletáriado é intensificada dado que o proletário não é detentor dos meios de produção. Assim, este últimos concentram a amior parte do capital criando desigualdades economicas. Nesta análise do capitalismo, o Brasil não se comporta diferente e o empreendedorismo social merece atenção máxima por se apresentar como ferramenta chave para diminuir desigualdades e reduzir a probreza.

Numa primeira análise microeconomica, podemos exemplificar o potencial que o empreendedorismo tem em combater a desigualdade, citando o exemplo da rede franquiada “Sodie Doces”. Esta rede teve seu nascimento do dessepero de uma mãe nordestina radicada em Santos-SP em alimentar seus filhos (Sofia e Diego, da junção destes nomes, surge a marca). Embora pobre e com oportunidades limitadas, o talento da fundadora despertou a atenção das elites paulistanas que desciam para o litoral. Como consequência, a proprietária recebeu investimentos e o convite de um de seus clientes para aportar no sistema de franquias.  O resultado foi a criação de emprego, renda e um negócio de milhões de reais transformando pobreza em sucesso material. Embora animador, este caso não deve ser exceção e sim a regra por ser capaz de reduzir miséria, criar emprego e inclusão social.

Se por um lado ficam claros os benefícios microeconomicos individuais do empreendedorismo social demosntrado atrvés do exemplo dado, por outro lado, todo o contexto macroeconomico também é beneficiado. Segundo o Observatório do Comércio Mundial, constata-se que as economias mais diversificadas são as mais desenvolvidas. Além disso, em países como a Alemanha esta diversificação têm como raíz justamente o investimento social em empresas e empreendedores que necessiatavam de ajuda após a Segunda Guerra Mundial. Logo, se o Brasil se espelhar neste modelos de sucesso e adotar políticas semelhantes, será possível obter resultados tanto micro quanto macroeconomicos mais satisfatórios levando ao dessenvolvimento.

Portanto, evidenciados os benefcícios, fica claro que o Brasil necessita tomar ação. O Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) deve fornecer facilidades de crédito para pequenos e microempreendedores e se tornar mais acessível para a população à qual se direcionava em sua fundação. Isso pode ser feito por meio do apoio direto com pequenos negócios já existentes e campanhas de criação de novos negócios. Não só isso, por se tratar de um programa objetivando a diminuição de desigualdade e ter como alvo a população mais carente, o banco deve fornecer suporte jurídico e contábil para os negócios iniciantes. Como efeito, será possível desenvolver e diversificar o país equilibrando melhor a posse dos meios de produção conforme identificados por Marx.