O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 27/11/2020

A obra vidas secas, de Graciliano Ramos, remete a história de uma família da qual busca por alternativas para garantir a sobrevivência em um cenário de incerteza. Embora seja um livro, ele descreve a realidade de muitas pessoas das quais vivem em extrema pobreza no Brasil, sendo 13,7 milhões de brasileiros, segundo o IBGE de 2020. Nesta perspectiva, o incentivo ao empreendedorismo social se torna um aliado no que remete ao equilíbrio tanto pela autonomia que este confere, quanto pelo fortalecimento econômico do país. Em primeiro lugar, o empreendedorismo social nada mais é do que a busca por melhorias e /ou inovação com o intuito de ajudar um grupo, comunidade ou classe social da qual nem sempre visa o lucro. Para Hobbes, o contrato social, é a renúncia aos direitos individuais para o Estado em nome da paz civil. No entanto, o Estado não cumpre com o seu dever e com isto a falta de recursos e meios para implementar novos projetos, se tornam gatilhos para que a ideia permaneça no papel e consequentemente fomente o desemprego. Todavia, empresas privadas que já tem estabilidade e tecnologia de ponta, acaba que assumindo a responsabilidade do Estado e investindo nas ações empreendedoras sociais. Um exemplo disto, é o banco de Nova York (Citibank), conhecido como um dos maiores bancos do mundo, possui diversas ações voltadas ao pequeno empreendedor, como no caso dos produtores rurais. O banco antecipa recursos para os produtores de leite, permitindo que a Piracanjuba negocie melhor seus prazos junto aos seus fornecedores, reduzindo seus custos de compras e, principalmente, garantindo maior capital de giro aos produtores. Diante dos fatos supracitados, cabe ao Governo com apoio do Ministério da Educação e Desenvolvimento, investirem em iniciativas e recursos que possibilitem acesso à crédito e informação para pequenas famílias e microempreendedores no país. A expansão dos bancos de desenvolvimentos, também se tornam aliadas no que tange ao combate à desigualdade social. E por fim, cabe aos interessados, estarem atentos e preparados para contribuir com ideias inovadores e consequentemente aguçar a difusão destas iniciativas.