O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 25/11/2020
Na série 3%, é criado um ambiente em que a sociedade se desenvolve a partir da geração de empregos para a população carente. Desse modo, não distante da ficção, O empreeendedorismo social é caracterizado pela criação de serviços que têm, como principal papel, cumprir a resolução de problemas sociais. Todavia, isso não é amplamente efetivado, visto que, ainda existem impasses, sendo eles: a falta de incentivo estatal e o individualismo das empresas. Logo, tal problemática é inconcebível e merece um olhar crítico de enfrentamento,
A priori, as indústrias apresentam-se concentradas, de maneira que apenas uma parcela da população tenha acesso aos empregos ofertados. Nessa perspectiva, é lamentável que o Estado não incentive as empresas a expandirem suas sedes para as localidades pobres, através, por exemplo, da concessão de créditos especiais e da diminuição de impostos, dado que essas medidas incentivam a realocação dessas empresas. Desse modo, infelizmente, o empreendedorismo social não alcança áreas pobres do país como, por exemplo, o Norte e o Nordeste, fazendo com que a pobreza seja persistente nesses locais. Sob essa ótica, reafirma-se esse cenário ao analisar que, segundo o IBGE, apenas 25% das indústrias estão nas duas regiões em destaque. Assim, analisa-se que o Estado apresenta-se inobservante ao não incentivar a expansão das ações de empreendedorismo social.
A posteriori, constata-se, dentro do atual contexto de globalização, que o mercado é, em geral, individualista, de forma a buscar lucro sem considerar as questões coletivas. Dessa maneira, esse cenário vai contra o pensamento sociológico de Gilberto Freire que afirma que, sem um fim social, o saber é uma das maiores futilidades. Sendo assim, é deplorável que os saberes, dotados pelos integrantes de uma firma, não sejam utilizados para a articulação do empreendedorismo social. Nesse contexto, a população pobre continua desempregada e sem perspectivas para a diminuição da pobreza. A partir disso, evidencia-se o individualismo, gerenciado pela busca incansável por lucro, como um fator para a continuidade da pobreza e, também, para a limitação do sucesso comercial.
Entende-se, portanto, diante da análise social, que é necessário a atuação interventiva. Em vista disso, o Estado, durante a visão orçamentária, deve destinar recursos financeiros para os governos estaduais, de forma que, deverão criar um projeto de lei que determine a concessão de créditos especiais para as indústrias que expandirem suas atividades para regiões onde a população é desfavorecida financeiramente e exclusa das vagas de empregos, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, para que, assim, seja possível empregar a população pobre, minimizando a pobreza. Dessa forma, expandir o empreendedorismo social e cumprir o pensamento de Gilberto Freire.