O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 23/10/2020
O feudalismo tem, como uma de suas principais características, a vassalagem, em que o suserano doava suas terras ao vassalo, o qual tem obrigação de dar suporte militar e alimentar. Analogamente, o empreendedorismo funciona como um sistema de parceria, em que, em vez de terras, é oferecido dinheiro e suporte, os quais são devolvidos em forma de juros, e tem-se voltado, hodiernamente, ao âmbito social, seja relacionado à oferta de trabalho, seja ligado à superação da pobreza, embora sejam pouco realizados. Logo, urgem medidas do Governo e da sociedade para reverter essa situação.
Decerto, o surgimento de novas empresas proporciona a disponibilidade de empregos para a população. A título de ilustração, tem-se o filme brasileiro “Ricos de Amor”, o qual mostra como o empresário Teto, após abrir sua empresa de molho de tomate, empregou uma parcela de moradores da periferia carioca na plantação dessa fruta. Fora da ficção, muitas novas empresas vêm sendo criadas e têm disponibilizado algumas tarefas laborais, as quais mitigam a grande quantidade de indivíduos desempregados. Todavia, as altas taxas de juros dos financiamentos e a burocracia para abrir um estabelecimento são empecilhos enfrentados pelo empreendedorismo, e isso reduz os planos de bastantes empresários de abrir seu negócio, afetando, assim, o oferecimento de empregos. Dessarte, é premente que o Governo modifique esse cenário de desamparo ao empreendedorismo.
Ademais, muitos dos projetos criados são voltados para o combate à pobreza e à miséria de alguns lugares. Nessa toada, tem-se o projeto global “Criança Esperança”, o qual foi criado com a intenção de ajudar infantes necessitados, levando educação e lazer para esses indivíduos, além da construção de certos locais, como espaços voltados às aulas de dança. Nesse contexto, observa-se que muitos projetos são realizados para dar uma oportunidade às pessoas, auxiliar locais com a mesma perspectiva, a exemplo das ONGs, e mitigar a pobreza de determinados lugares. Contudo, esses programas, bastantes vezes, não recebem a quantidade de doações necessárias, e corre o risco de parar suas atividades. Diante disso, é perceptível a necessidade de a sociedade intervir nesse entrave.
Destarte, os benefícios do empreendedorismo social devem ser preservados. Para isso, cabe ao Governo, em parceria com empresas privadas, por meio de conversas e reuniões, as quais serão destinadas ao controle das taxas de juros e da burocracia empresarial, oferecer meios mais propícios à iniciação de novas empresas, com o fito de auxiliar os pequenos empresários na abertura de seu negócio, para que haja a geração de novos empregos. Outrossim, cabe à sociedade, via mutirões, procurar receber a quantidade de doações necessárias para as ONGs, a fim de que haja a continuação das atividades ofertadas. Desse modo, o empreendedorismo, similar à vassalagem, poderá continuar.