O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 20/10/2020
Na obra “Uberização”,do escritor Tom Slee,mostra-se,em uma sociedade hodierna permeada por dificuldades socioeconômicas,a tendência do empreendedorismo como necessidade ou oportunidade.Fora da ficcção,sabe-se que,em um contexto de extrema precariedade,a conversão de sua atuação da esfera capitalista para a social faz-se mister,sobretudo no que tange à pobreza no Brasil,seja pelos baixos investimentos sociais,seja pelas graves desigualdades.
Em primeira análise,é importante destacar que,numa população baseada em valores e bases liquefeitas,a preocupação com o próximo é,concomitante às ações benevolentes,negligenciada e pouco debatida.Sob esse ponto de vista,correlaciona-se a teoria marxiana,uma vez que,haja vista a definição de mais-valia como a parte da produção operária que é cedida ao empresário,nota-se a incessante busca do lucro como fator retardatário dos avanços empreendedores que incentivem a minimização dos imbróglios urgidos.Nesse sentido,percebe-se uma grave ausência de projetos que utilizem partes do processo produtivo inúteis à área mercadológica,mas essenciais para a população carente,e um baixo número de subsídios estatais à canalização das doações.
Por conseguinte,em uma nação que não investe nos meios de auxílios empresariais,constatam-se preocupantes índices sociopolíticos,já que,segundo dados da PNUD,Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento,o Brasil é o sétimo páis mais desigual do planeta.Dessarte,urge diversos imbróglios relacionados a tal desigualdade,principalmente nas regiões de extrema pobreza,ora pela falta de alimentos básicos à saúde humana,ora pela carência de ferramentas modernas necessárias ao pleno desenvolvimento psicossocial.Ademais,conhece-se a diferenciação entre a entrada no complexo mercado de trabalho por oportunidades,com planejamento e formação educacional,e a necessidade de serviços subalternos,marcada pela subsistência e por condições mínimas de manter-se fora do extenso número de desempregados brasileiros.
Portanto,em uma conjuntura social que almeja combater grandezas como essa,faz-se necessário não apenas debates frívolos,mas ações factíveis que possam,direta ou indiretamente,amenizar a problemática em questão.Logo,o Governo Federal,por intermédio do Ministério da Economia,com o fito de maximizar os movimentos empreendedores de cunho social,deve disponibilizar,às indústrias e empresas privadas,subsídios para aproveitamento dos compostos que possam ser reutilizados beneficentemente,por meio de políticas públicas e ações midiáticas,com o estabelecimento de metas redutoras da pobreza nacional em 50 por cento.Por fim,espera-se assim,atentando à importância de empreendimentos sociais,minorar a miséria no Estado de direito.