O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 03/11/2020

O empreendedorismo social é de grande valia para a sociedade, uma vez que possibilita a melhora da qualidade de vida em meios sociais desfavoráveis, acarretando benefícios mútuos entre o empreendedor e a comunidade local. Entretanto, no Brasil hodierno, a alta carga burocrática para a criação de empresas e a ausência de microcrédito para esses projetos sociais dificulta a concretização de vantagens às comunidades mais carentes. Dessa forma, discutir essas problemáticas é essencial para viabilizar a criação do empreendedorismo social.

A princípio, vale ressaltar a grande carga burocrática para gerar uma empresa no Brasil. De acordo com o jornal Gazeta do Povo, há uma demora média de cem dias para a abertura de um negócio, enquanto nos países desenvolvidos ela é de apenas cinco dias. Nesse sentido, é evidente que a lentidão dos processos burocráticos e a ausência de um órgão único dificulta a criação do empreendedorismo social para o combate à pobreza, perpetuando as desigualdades socioeconômicas. Dessa maneira, o Governo deve desenvolver medidas para contornar essa situação preocupante.

Ademais, outro fator que dificulta a viabilização do empreendedorismo social no Brasil é a ausência de pequenos empréstimos oferecidas para os grupos mais marginalizados da sociedade. Acerca dessa lógica, experimentos de microcréditos têm-se mostrado bastantes promissores, como o exemplo do ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Muhammad Yunus, que proporcionou às pessoas mais carentes de Bangladesh pequenos créditos para a criação de negócios locais, o que possibilitou melhores condições de renda e vida à população menos favorecida. Todavia, empresas e bancos no Brasil resistem em permitir linhas de microcréditos, impedindo a criação de empreendimentos regionais que melhorem as condições socioeconômicas de seus cidadãos. Assim, o Estado deve ceder vantagens econômicas às empresas que realizarem essa prática.

Portanto, medidas para solucionar esses problemas devem ser tomadas. Para isso, cabe ao Ministério da Economia criar um órgão unificador de regulamentação de empresas, que gerencie todos os processos de  formação de pequenos negócios de forma tecnológica, desenvolvendo um aplicativo que facilite a comunicação e que exiba todas as exigências necessárias para a formação de um empreendimento, com a finalidade de facilitar a fundação de projetos sociais, além de diminuir a carga burocrática para reduzir o tempo de espera. Igualmente, o Estado deve conceder aos Bancos e às empresas, que oferecem microcréditos para a criação de negócios regionais, vantagens econômicas, com o intuito de popularizar essa prática. Essas medidas têm o objetivo de promover o empreendedorismo social como forma de solucionar o problema da pobreza no Brasil.