O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 05/11/2020

Na obra de Tarsila do Amaral, “Os operários”, mostra uma população trabalhadora dependente de seu empregador, com aspecto desanimado e sem esperança. Fora das pinturas, a realidade brasileira é de altos índices de desemprego, pobreza e sem otimismo para o futuro. Portanto, para dar poder ao cidadão, o empreendedorismo é uma ferramenta essencial que geraria menos concentração monetária e mais acessibilidade social.

A princípio, ter seu próprio negócio proporciona ao individuo o direito de decidir sua renda e mais circulação financeira. Além do mais, no livro biográfico de Sophia Amoruso, #GirlBoss, relata uma jovem que deixou a miséria ao iniciar vendas on-line, sem muitos recursos e hoje compete com as maiores lojas de roupas na internet. Sendo assim, ter um comércio em rede pode levar ao cidadão pequeno a competir com empresas famosas, tirando o acumulo capital das mãos de poucos e gerando empregos.

Sob outra perspectiva, para empreender, não é necessário ter títulos acadêmicos ou estar no padrão social, permitindo então a transitabilidade da sociedade. Ademias, na série da Netflix, “Itaewon Class”, um ex-presidiário sem concluir o ensino médio que vivia na pobreza abre seu próprio restaurante, emprega pessoas à margem da sociedade e acende socialmente com o passar dos anos. Desse modo, é notório que qualquer indivíduo pode deixar a escassez e subir de classe social.

Mediante aos fatos abordados, é evidente que o fato de ter seu próprio negócio pode levar o individuo a sair da miséria diferente e crescer financeiramente. A fim de auxiliar o desenvolvimento da economia brasileira, o Ministério da Economia em parceria com as emissoras de televisão devem criar um projeto dinâmico que incentivassem por meio de novelas os brasileiros a ter seu próprio negócio, tendo intermédio de personagens que subiram socialmente por meio de vendas online. Outra parte do projeto seria liberar renda aos microempreendedores para que pudessem começar seus planos. Como resultado, haveria um Brasil mais igualitário e mais longe da linha da pobreza.