O empreendedorismo digital em questão no Brasil
Enviada em 26/09/2022
É evidente que, a tecnologia está cada vez mais inserida na sociedade, por meio dela surgiu uma forma de comercializar produtos ou serviços, sem a necessidade de um espaço físico, chamado empreendedorismo digital, uma alternativa que vêm se mostrando bastante eficaz para os novos empreendedores. Em território brasileiro, porém, esse tipo de comércio ainda está longe de ser uma opção acessível para quem deseja iniciar seu próprio negócio.
Não há dúvidas que, empreendedorismo digital é um tipo de mercado que tem uma grande importância, vide seus inúmeros benefícios, gera menos custos, possibilita flexibilidade no horário de serviço, permite venda e a compra de mercadorias à distância, indicando que o investimento nesse modelo de negócio é uma boa aposta de renda no futuro, visto que esse tipo de trabalho só tende a crescer e se expandir como demonstram os dados do Índice de Transformação Digital Dell Technologies 2020, cerca de 87,5% das empresas adaptaram seus projetos para o meio digital em 2020.
Por outro lado, muitos brasileiros ainda não compreendem esse estilo de empreendimento, pois não foram ensinados e nem instruídos ao manejo deste segmento. Para poder empreender no mercado digital, é necessário ter disciplina, organização, técnicas de venda e planejamento financeiro, além de aparatos técnicos, apenas algumas das inúmeras peças importantes que muitos indivíduos hoje em dia não têm acesso, condições financeiras ou até mesmo qualificação suficiente para utilizá-los, dificultando a inserção deles nesse ramo.
Tendo em vista os argumentos apresentados, é a função do Ministério da Educação e do Desenvolvimento Econômico de atuar em conjunto para diminuir esses problemas, investindo em projetos já no ensino básico dos jovens, introduzindo nas grades curriculares temas como marketing digital, educação financeira, redes sociais, design e programação, através de aulas, palestras e debates a fim de instruir os jovens para esse novo mercado de trabalho, além da criação necessária, de programas de qualificação técnica para os novos empreendedores, a serem ministrados por órgãos como o “SEBRAE” e o “CATE, somente assim, esse tipo de comércio se tornaria mais acessível para o brasileiro.