O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 22/02/2023

A Pop Art foi um movimento artístico que se caracterizou pela reprodução de temas relacionados ao consumo exarcebado do estilo de vida americano. Fora do âmbito da arte, o consumismo em excesso tem sido um grande problema mundial, porém benéfico a economia industrial e adepto ao modo de vida de diversos habitantes. Entretanto, com as novas políticas ambientais tratadas pela ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), há uma expectativa de mundanças socioeconômicas e combate a exploração realizada pelo consumismo. Logo, é necessário a luta contra a degradação do meio ambiente em prol do lucro fabril gerado pelo sistema capitalista, por intermédio da mídia, que influência o telespectador a adquirir determinado produto sem a devida necessidade.

Em primeiro plano, fazendo analogia a ganância capitalista, pode-se citar a animação “O Lorax”, produzida em 2012. Nele, o protagonista Umavez-Ildo, depois de muita busca pelo material perfeito de sua mercadoria, ele encontra uma vila harmônica com animais e ‘Trufulas’, árvores do qual ele usufrui sem limites. Ao final da trama, todos os animais morrem e as árvores acabam. Saindo da ficção, têm-se garantido na constituição Brasileira de 1988, no art° 225 que todos têm direito ao um meio ambiente ecologicamente equilibrado, todavia, isto não se vê posto em prática.

Ao mesmo tempo, as mídias sociais tem um papel fundamental neste processo. Um exemplo é na produção “Os delírios de consumo de Becky Bloom” em que, na primeira cena, encontra-se a jovem Becky afirmando que não precisa de dinheiro, pois a mesma possuia ‘cartões mágicos’. Dessa forma, é notório como a falta de educação financeira afeta no modo de vida geral do indivíduo.

Portanto, trata-se de um assunto que necessita mais atenção das autoridades. Por isso, cabe ao Ministério das Comunicações (Micom) em parceria com o Ministério da Educação (MEC) efetivar mudanças na matriz curricular brasileira de ensino e por meio de propagandas e publicações que visem a educação financeira para que o consumo seja feito de forma consciente e menos impulsivo. Assim, a construção de uma sociedade que seja visto em prática o que demanda as suas leis ambientais, finalmente saia do papel.