O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade
Enviada em 06/11/2022
No filme “Lorax” é narrado um futuro fantasioso, onde, pela exploração em massa da natureza, houve a mercantilização de recursos naturais, como o oxigênio. De maneira análoga, no Brasil, o princípio de consumo consciente e sustentável vi-sando um ambiente ecologicamente equilibrado não faz parte do pensamento da maioria da população nacional. Nesse sentido emerge premissas relevantes a refle-xão, entre elas o consumismo, bem como a extinção de recursos naturais.
Mormente, é legítimo destacar a cultura de consumo presente nos tupiniquins como um dos promotores da problemática. Sob essa ótica, os adeptos a teoria eco-malthusiana afirmam que a degradação do meio está relacionada ao aumento po-pulacional. Isso é evidenciado pelo diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Naidoo, quem alegou que o consumo e o crescimento populacional são “duas faces de uma mesma moeda”. Sendo assim, faz-se necessária uma mudança de postura para reverter o drástico cenário consumista nacional.
Outrossim, convém analisar o esgotamento de bens naturais como uma das principais resultantes da conjuntura. Nesse prisma, o filósofo Seneca desenvolve a reflexão que “para a ganância, nenhuma natureza é suficiente”. A declaração com-prova-se com as estatísticas do Greenpeace, visto que, em 2016, o mundo consu-mia 150% do que o planeta tinha a oferecer, consequentemente, em 2030, o consu-mo, por conjectura, será o equivalente à dois planetas Terra. Logo, é inadimissível que o desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade permaneça.
É imperativo, portanto, que as esferas de poder nacional tomem providências. Urge, assim, que o Ministério do Meio Ambiente - orgão promotor da harmonia en-tre seres humanos e natura - controle, com leis mais severas, a exploração exarbe-rada de recursos naturais. Proporcionando, como finalidade, a sustentabilidade co-mo um ideal nos brasileiros.